Servidores acampam em frente à Alerj por pagamento de aposentados | Rio das Ostras Jornal

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Servidores acampam em frente à Alerj por pagamento de aposentados

Barracas foram montadas em frente à Alerj em protesto
de servidores (Foto: Daniel Silveira/G1)
Rio teve vários protestos para que inativos e pensionistas recebam salários.
Servidores do Governo do Rio de Janeiro montaram um acampamento na frente da Alerj, no Centro do Rio, na noite desta quinta-feira (14). Eles protestam contra o não pagamento dos vencimentos de inativos e pensionistas do estado que receberiam mais de R$ 2 mil, em decisão do governo.
Dez barracas, com as cores verde e amaralo, ocuparam a calçada da sede do Poder Legislativo do RJ. Representantes do Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe) dizem que só deixarão o local após se reunirem com o governador em exercício, Francisco Dornelles.
O ato não foi o único desta quinta.  Ao longo do dia, várias categorias se manifestaram contra a medida, adotada pela Secretaria de Estado de Fazenda como forma de contornar a crise financeira e poder pagar os servidores ativos nesta quinta.
Manifestantes ligados ao Sindicato Estadual de Profissionais de Educação do Rio (Sepe), além de aposentados ativos e inativos da categoria, invadiram o prédio da Sefaz, no Centro. Juntaram-se a eles servidores públicos que fizeram uma passeata por ruas da região central da cidade em apoio aos funcionários aposentados.
Por volta das 15h, cerca de 100 manifestantes conseguiram entrar na secretaria. Outros 100 se posicionaram na entrada do edifício, que fica na Avenida Presidente Vargas, uma das mais movimentadas do Centro do Rio. Para tentar dispersar os manifestantes, a segurança do prédio chegou a fazer uso de spray de pimenta contra os docentes e profissionais de educação.
O objetivo dos profissionais era conseguir uma audiência o secretário estadual da pasta, Júlio Bueno. Quando os manifestantes conseguiram forçar entrada, o representante da Fazenda estava almoçando.
À noite, a secretaria informou que que a porta de vidro do gabinete foi quebrada pelos manifestantes e que os servidores que trabalham no prédio foram orientados a deixar o edifício.
O Sepe nega que a porta do gabinete tenha sido quebrada e afirmou que não houve depredação ou vandalismo. Segundo o sindicato, idosos aposentados entre os integrantes do grupo que ocupa a secretaria e, para o Sepe, "vandalismo é não pagar os salários" deles.

De acordo com o sindicato, a ocupação continuará até que os representantes sejam recebidos pelo secretário Júlio Bieno. A Polícia Militar foi ao local e acompanhou o ato, mas não houve registro de confronto com os manifestantes.
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