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Número de
mortos continua aumentando
(Foto: AFP Photo/Juan Cevallos)
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Governo mobiliza milhares de
soldados, policiais e bombeiros para buscar sobreviventes sob escombros de
prédios destruídos em tremor de magnitude 7,8.
"Começou com um barulho e era como se o
chão subisse, foi terrível. As ruas estão destruídas. Não há luz e o telefone
não está funcionando."
Estas são as palavras de Ramón
Solórzano, comerciante de 46 anos da cidade de Manta, no Equador. Ele
foi ouvido pela agência de notícias Reuters.
"Estávamos reunidos na casa
de um amigo e começou a tremer. Nos refugiamos nos arcos da casa e alguns foram
para fora. Durou um bom tempo", disse Pepita de Lucca ao jornal El
Comercio.
"Estamos aqui esperando as
réplicas, a luz vem e volta, sentimos muito (o tremor). Foram quase dois
minutos."
Mais ao sul, na cidade de Guayaquil,
a segunda maior cidade do Equador, o terremoto também foi sentido com força.
María Jaramillo estava trabalhando
em um hotel da cidade.
"As pessoas estavam
descontroladas, fugindo, vidros quebrando, pedaços do teto caindo, todos
nervosos...saímos descalços pela rua", disse ela à agência Reuters.
Número de vítimas
O terremoto de magnitude 7,8 atingiu o país na noite de sábado. "Tudo pode ser reconstruído, a não ser as vidas perdidas e isso é o que mais dói", disse o presidente do país, Rafael Correa.
O terremoto de magnitude 7,8 atingiu o país na noite de sábado. "Tudo pode ser reconstruído, a não ser as vidas perdidas e isso é o que mais dói", disse o presidente do país, Rafael Correa.
O terremoto causou ao menos 272
mortes e deixou mais de 2 mil feridos.
O vice-presidente, Jorge Glas,
disse no domingo que este "número, inevitavelmente, vai aumentar.
Glas foi a Manta no domingo, uma
das cidades mais afetadas - e onde uma sobrevivente pediu desesperadamente
ajuda para resgatar a família que estava presa nos escombros.
"O terceiro andar caiu em
cima de nós. Minha família está lá, minha irmã, meus filhos. Todos dentro, oito
pessoas."
"Acho que todos (estão
mortos) porque estávamos no mesmo lugar e caiu tudo. Por Deus! Que venha a
ajuda e que venha o resgate! Preciso que venham retirar os escombros. Meu Deus,
meus filhos!..."
Vanessa Santos, da cidade de Portoviejo,
província de Manabí, está na mesma situação.
"Preciso encontrar meu bebê,
ele está desaparecido há cinco horas", disse ela a um canal de televisão
local.
"Minha família, minhas irmãs,
meu cunhado, meus sobrinhos estão enterrados no local. Ninguém fez nada até
agora."
Outro sobrevivente em Portoviejo,
Luis Alcívar, passou a noite na rua, se cobrindo com uma manta.
"Foi como se, nem sei, como
se nossa existência fosse acabar...", disse Alcívar sobre o momento do
terremoto.
O vice-presidente Glas afirmou que
foram mobilizados milhares de soldados do Exército, policiais e bombeiros para
ajudar no resgate das vítimas.
"Temos informações de pessoas
presas e feridas entre escombros em vários lugares", disse.

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