Ele citou o abuso de trabalhadores mal remunerados. Pontífice classificou o dinheiro como 'o esterco do diabo'.
A Igreja Católica não quer que as pessoas doem
"dinheiro sujo" obtido através do abuso de trabalhadores mal
remunerados, disse o papa Francisco nesta quarta-feira (2).
"Alguns doadores vêm à Igreja oferecendo o lucro do
sangue de pessoas que foram exploradas, maltratadas, escravizadas com trabalho
mal remunerado", afirmou Francisco durante sua audiência semanal com
peregrinos no Vaticano.
"Direi a eles: 'Por favor, levem seu dinheiro embora,
queimem-no'", disse o pontífice, que fez da proteção dos pobres e do
saneamento das finanças do Vaticano princípios centrais de seu papado.
Papa Francisco classificou o dinheiro como 'o
esterco do diabo' (Foto: Alessandra Tarantino/AP)
"O povo de Deus... não precisa de dinheiro sujo,
precisa de corações que estejam abertos para a misericórdia de Deus",
disse.
O papa classificou o dinheiro como "o esterco do
diabo" e repudiou os males do capitalismo desenfreado, atraindo críticas
de alguns líderes empresariais norte-americanos.
Francisco fortaleceu os poderes da Autoridade de
Inteligência Financeira do Vaticano (AIF),
mas no ano passado a Moneyval, a agência reguladora das finanças do Conselho
Europeu, disse que a Santa Sé ainda precisa ser muito mais agressiva nos
processos de crimes financeiros.
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