Sessenta e oito por cento dos
venezuelanos opinam que o país "está no caminho errado" e oito em
cada dez consideram que a solução para a crise econômica requer uma
"aliança" entre o governo e o setor privado, segundo uma pesquisa da
Hinterlaces.
Das 1.200 pessoas consultadas na
última semana de janeiro, 86% afirmaram que o "alto custo de vida está
piorando", em contraste com os 12% que percebem melhoras.
A Venezuela, que registra a
inflação mais alta do mundo, teve um aumento de preços de 108,7% entre janeiro
e setembro do ano passado, segundo cifras oficiais.
Na pesquisa, realizada entre 26 de
janeiro e 1º de fevereiro, 76% dos entrevistados consideraram que a carestia de
alimentos "está aumentando", enquanto 85% estimaram que os
"artigos de cuidado pessoal" estão cada vez mais escassos.
Embora o presidente socialista
Nicolás Maduro atribua a crise a uma "guerra econômica" empreendida
por empresários para desestabilizá-lo, 80% consideram que "o mais
importante para resolver os problemas econômicos" é que o governo e o
setor privado trabalhem em conjunto.
Além disso, 63% se declararam
"de acordo" com que o governo tome "medidas econômicas
imediatas" e não espere pela aprovação do decreto de emergência econômica,
que a maioria opositora vetou no Parlamento.
Ao contrário, 35% dos consultados
disseram estar em desacordo com que Maduro avance sem o apoio da Assembleia
Nacional.
Para 88% dos pesquisados, "o
problema da insegurança está piorando" e só 10% opinam que a situação
"está se resolvendo".
As 1.200 entrevistas foram feitas
por telefone em todo o país com maiores de 18 anos e com um nível de confiança
de 95%.

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