Solicitações de cooperação são
analisadas pela Procuradoria Geral. Pedidos podem gerar frente internacional de investigação de empreiteiras.
A Procuradoria Geral da República
já recebeu pedidos de cooperação internacional de 11 países interessados em
documentos da Operação Lava Jato.
São pedidos para compartilhamento
de provas relacionadas a investigações sobre construtoras que, assim como se envolveram
em desvios em obras na Petrobras, podem estar ligadas a irregularidades em
obras fora do país.
O compartilhamento de provas
precisa de aval da Procuradoria Geral da República e servirá para que esses
países conduzam investigações próprias e independentes, que podem levar a uma
nova frente de investigação internacional de empreiteiras.
Os países que suspeitam da
participação de construtoras em crimes envolvendo contratos públicos são Peru,
Costa Rica, Dinamarca, Itália, Guatemala, Porto Rico, Suíça, Uruguai, Andorra,
Litcheinstein e Panamá.
Há casos como o do Peru, em que a
PGR já autorizou o compartilhamento de provas que serão enviadas para subsidiar
investigações conduzidas pelas autoridades desses países.
Investigadores dizem que nem
sempre a cooperação ocorre de forma rápida. É o caso do Panamá, que pediu
provas ao Brasil, mas é considerado pelo MP o país que menos colabora com
informações entre os países que têm cooperação internacional com a Procuradoria
Geral da República.
Há offshores e contas de
investigados na Lava Jato no país. No caso do Panamá, o próximo passo é
formalizar em órgãos internacionais essa lentidão do país em colaborar com
informações na cooperação internacional.
Ao todo, em quase dois anos de
investigação, a Operação Lava Jato fechou acordos com 28 países para troca de
documentos e provas. Desses acordos internacionais, 11 países pediram ao Brasil
provas para conduzirem investigações para apurar irregularidades cometidas por
construtoras já investigadas na Lava Jato.
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