![]() |
Dados do IBGE são até novembro de 2015
(Foto: Reinaldo
Canato)
|
Com o aumento registrado no
trimestre encerrado em novembro em relação ao mesmo período de 2014, 2,67
milhões de pessoas entraram na fila do desemprego
O país registrou em novembro do
ano passado o maior número de desempregados da série histórica da Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada no
primeiro trimestre de 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). No trimestre encerrado em novembro do ano passado, a pesquisa
contabilizou 9,12 milhões de desocupados, um aumento de 41,5% em relação ao
mesmo período do ano anterior. O resultado equivale a 2,67 milhões de pessoas a
mais na fila do desemprego.
Como consequência, a taxa de
desemprego se manteve no pior patamar da série no trimestre até novembro de
2015, aos 9%. Embora tenha repetido o resultado do trimestre encerrado em
outubro, o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, ressalta
que foi a pior taxa da série. "Foi o pior resultado da série porque a
expectativa era que fosse muito menor. A taxa de desocupação já devia estar
cedendo com a aproximação do fim do ano", explicou Azeredo.
Num período em que o mercado de
trabalho costuma registrar aumento sazonal no número de vagas por causa das
contratações de trabalhadores temporários para atender à elevação na demanda do
fim do ano, a população ocupada na verdade diminuiu. A queda no total de
empregados foi de 0,6% no trimestre até novembro de 2015 em comparação com o
mesmo período de 2014, o equivalente a 533.000 postos de trabalhos extintos. A
inatividade também encolheu, 0,3% no período, o que significa que 201.000
pessoas que estavam fora da força de trabalho voltaram a pressionar o mercado.
Massa salarial - A
massa de salários em circulação no país está menor, segundo os dados da Pnad
Contínua. O fenômeno é explicado tanto pela redução na renda média do
trabalhador quanto pela dispensa de funcionários.
Embora o IBGE considere que a
massa de renda real dos trabalhadores tenha ficado estatisticamente estável, o
montante encolheu de 172,78 bilhões de reais no trimestre encerrado em novembro
de 2014 para 169,89 bilhões de reais no trimestre encerrado em novembro de
2015. Isso equivale a uma redução de 1,7%.
"A massa de rendimentos é
menor circulando no mercado em relação ao ano passado", confirmou Cimar
Azeredo. "Tem uma menor massa de salários circulando no mercado, provocada
pela queda no rendimento e menos pessoas ocupadas", afirmou.
A renda média do trabalhador teve
redução de 1,3% no trimestre encerrado em novembro de 2015 em relação ao mesmo
trimestre do ano anterior. Já o total de trabalhadores ocupados diminuiu 0,6%
no período, o equivalente à extinção de 533.000 vagas.

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!