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Fornecido
por Estadão O líder do PPS na Câmara,
deputado
Rubens Bueno, em 2011
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A liderança do PPS na Câmara dos Deputados apresentará nesta sexta-feira,
8, uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo a abertura
de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar a atuação do
ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, e sua relação com a OAS, envolvida no
esquema de corrupção investigado pela Operação Lava
Jato.
"Todos os escândalos do PT
passam pela Casa Civil", disse mais cedo o líder do PPS na Câmara, Rubens
Bueno (PR), citando José Dirceu, Antonio Palocci, Erenice Guerra e a própria
presidente Dilma Rousseff, todos nomes que já comandaram a Pasta. "É o
principal cargo do governo e é preciso ter alguém com relações com o mundo empresarial,
da propina, do negócio", afirmou o parlamentar.
Interceptações de mensagens de
celular ao qual o Estado teve acesso indicam que Wagner teria
ajudado o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro a negociar com liberação de
pagamento com o Ministério dos Transportes em 2014. Pinheiro foi condenado a 16
anos de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa no
esquema desenvolvido dentro da Petrobrás.
As mensagens também apontam para
supostas tratativas envolvendo Wagner, então governador da Bahia, de
financiamento de campanhas da eleição municipal de Salvador em 2012.
Defesa. Em nota
encaminhada ao Estado no início desta tarde, Wagner disse
estar "absolutamente tranquilo" quanto à sua "atividade política
institucional, exclusivamente baseada na defesa dos interesses do Estado da
Bahia e do Brasil". A assessoria do ministro foi contatada no fim da tarde
dessa quarta para manifestações sobre a reportagem.
Além de se declarar à disposição
das autoridades competentes pela investigação, o ministro Jaques Wagner afirmou
que "repudia" vazamentos de informações. Os diálogos com o
empreiteiro da OAS obtidos pelo Estado são mantidos em sigilo pela Justiça.
"Manifesto meu repúdio à reiterada prática de vazamentos de informações
preliminares e inconsistentes, que não contribuem para andamento das apurações
e do devido processo legal", escreveu o ministro.

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