Embora a Secretaria de Saúde do
Estado do Rio tenha divulgado que o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na
zona oeste, está “funcionando normalmente” e “sem restrições”, pacientes ainda
enfrentam problemas decorrentes da precariedade do atendimento. Vítima de um
derrame no domingo passado, Olindina José da Silva Vicente, de 66 anos, ainda
não teve a tomografia analisada por um neurocirurgião.
Enquanto a família da mulher
aguardava no saguão, no andar superior, autoridades do Estado e da prefeitura
do Rio reuniam-se para acertar detalhes da municipalização. A unidade foi
incorporada à rede municipal de saúde, como parte do acordo de ajuda da
prefeitura à gestão em crise do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). O
atendimento de emergência no local chegou a ser suspenso no fim do mês de
dezembro.
Além do hospital de Realengo, a
prefeitura assumirá o Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, também na zona
oeste, a partir da próxima segunda-feira. Os dois continuarão geridos por
organizações sociais (OSs), mas as atuais gestoras terão os contratos rompidos.
“Vai ser de forma amigável, não teremos de ressarcir”, disse o secretário
municipal de Saúde, Daniel Soranz.
Verbas. Os dois
hospitais receberam nesta quarta-feira aporte financeiro de R$ 26 milhões. Os
recursos integram a segunda parcela do empréstimo que o prefeito Eduardo Paes
(PMDB) anunciou em dezembro como socorro ao governo estadual. O secretário
municipal de Governo, Pedro Paulo Carvalho, afirmou que o dinheiro manterá o
salário dos funcionários em dia e os serviços em funcionamento.
O Sindicato dos Médicos do Rio de
Janeiro criticou a municipalização dos hospitais. A entidade reclama que a
decisão foi tomada sem ter passado pelo Conselho Estadual de Saúde.
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