Militares atuam em missão de paz
da ONU no país desde 2004.
O ministro da Defesa, Jaques
Wagner, afirmou na quinta-feira (21), durante audiência na Comissão de
Relações Exteriores do Senado, que as tropas brasileiras que compõem a missão
de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) deixarão o país em 2016. Segundo
ele, a retirada das tropas atende a uma decisão da ONU.
A Missão das Nações Unidas para a
Estabilização do Haiti (Minustah)
foi criada pelo Conselho de Segurança da ONU em abril de 2004. Desde então, a
convite do organismo internacional, o Brasil envia tropas militares e policiais
para a missão.
Na audiência no Senado, Jaques
Wagner informou que atualmente há 1.343 militares no país e que este número
cairá para 970 em junho.
“É uma missão humanitária que já
tem porta de saída e data prevista para acabar. A missão no Haiti acaba ano que
vem, não por decisão nossa, porque, na medida em que nos incorporamos a um
programa desses, ficamos um pouco submetidos à decisão das Nações Unidas. Neste
ano, já houve uma redução. No ano que vem, a previsão é de retirada total das
forças não só do Brasil, mas das Nações Unidas”, afirmou Jaques Wagner.
De acordo com o Ministério das Relações
Exteriores, a Minustah está no Haiti a pedido do governo local. Segundo a
pasta, a missão busca “contribuir para a segurança do povo haitiano e ajudar a
manter a ordem democrática”. Desde 2004, segundo o Itamaraty, houve duas
eleições presidenciais no país.
“Do ponto de vista da garantia da segurança, a
missão tem sido bem sucedida contra gangues que antes agiam livremente na
capital, Porto Príncipe, sobretudo nas zonas de Belair, Cité Soleil e Cité
Militaire”, informou o ministério.
Na mesma audiência no Senado da
qual participou o ministro da Defesa, o chefe do Estado-Maior Conjunto das
Forças Armadas, general José Carlos De Nardi, afirmou que os demais países que
compõem a missão de paz deixarão o Haiti, e o Brasil será o único a manter as
tropas em Porto Príncipe, capital do país. “Mas no ano que vem acaba tudo”,
disse.
Segundo De Nardi, ao longo dos 11
anos em que o Brasil participou da missão de paz no Haiti, foram enviados 30
mil militares.
Olimpíadas
Na audiência desta quinta, Jaques Wagner falou sobre a organização dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Segundo ele, 37 mil militares da Marinha, Exército e Aeronáutica desempenharão atividades relacionadas ao evento esportivo.
Na audiência desta quinta, Jaques Wagner falou sobre a organização dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Segundo ele, 37 mil militares da Marinha, Exército e Aeronáutica desempenharão atividades relacionadas ao evento esportivo.
A “primeira tarefa” das tropas não
será o policiamento, que estará sob a responsabilidade das polícias Militar e
Civil do Rio de Janeiro.
"A nossa [responsabilidade] é
guardar o espaço aéreo, é guardar o espaço naval, é o acompanhamento de
autoridades, é a preparação para guerra química, guerra bacteriológica, guerra nuclear.
Isso tudo está a cargo das Forças Armadas. Evidentemente, também há o cuidado
das chamadas estruturas estratégicas, que são as grandes centrais elétricas que
estão no entorno, que estão, portanto, sob o nosso cuidado", explicou.

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