Se confirmada a queda, país volta ao
patamar que ocupava em 2009. Brasil ocupou a melhor posição em 2011, quando
superou o Reino Unido.
O Brasil deve perder mais uma
posição no ranking das maiores economias do mundo este ano, segundo dados do
Fundo Monetário Internacional (FMI), e cair para o 8ª lugar. Depois de ser
ultrapassado pelo Reino Unido em 2011, o país deve ser superado também pela
Índia em 2015.
O ranking leva em conta o tamanho
do Produto Interno Bruto (PIB) de cada país – que mede a riqueza que foi
produzida em determinado período. Esse valor é convertido em dólares, a partir
das moedas locais.
A queda é resultado da contração
esperada pelo fundo de 1% no PIB brasileiro em 2015, para US$ 1,9 trilhão – em
2014, esse valor foi estimado em US$ 2,3 trilhões. Enquanto isso, o crescimento
esperado para a Índia este ano é de 7,5%, chegando a US$ 2,3 trilhões.
E o país não deve voltar a subir
no ranking tão cedo: as previsões do FMI vão até 2020 e, até essa data, o
Brasil deve seguir na 8ª posição.
Nas primeiras posições em 2015,
aparecem os Estados Unidos – que pelo menos até 2020 não devem perder a
liderança para a China–, com US$ 18,1 trilhões; China (US$ 11,2 trilhões);
Japão (US$ 4,2 trilhões); Alemanha (US$ 2,8 trilhões); Reino Unido (US$ 2,8
trilhões); e França (US$ 2,4 trilhões).
Se confirmada a queda, o Brasil
volta à posição que ocupava em 2009. Naquele ano, no entanto, era a Itália, e
não a Índia, quem fazia companhia aos outros seis países à frente do Brasil.
Brasil já foi 6º da lista
De 2008 a 2011, o Brasil subiu uma
posição por ano no ranking. A melhor posição no ranking do FMI obtida pelo
Brasil foi em 2011, quando o país chegou a ser a sexta maior economia mundial,
ultrapassando o Reino Unido. À época, o Brasil superou o PIB inglês em cerca de
US$ 37 bilhões – atrás apenas dos EUA, China, Japão, Alemanha e França.
Mas os ingleses voltaram a superar
o Brasil no ano seguinte. O país voltou à 7ª posição, mais por causa do câmbio
do que pelo crescimento econômico. O PIB brasileiro cresceu 0,9%, mas o
britânico avançou ainda menos: 0,2%. A diferença veio na conversão das moedas
dos países para o dólar – que subiu mais de 9% frente ao real naquele ano.
O FMI chegou a prever que o Brasil
voltaria à 6ª posição do ranking em 2013 – após ter caído para o 7º lugar em
2012, perdendo para o Reino Unido. Mas a previsão não se concretizou, e o país voltou
ficou naquele patamar, onde está até o momento.
No ano passado, a Fundo estimava
que o Brasil só chegaria à 8a posição em 2018, superado pela Índia, em franca
expansão. Antecipou para 2015, portanto, o cenário que previa para apenas
quatro anos depois.

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