Em janeiro de 2012, o Gasene foi incorporado pela Transportadora Associada de Gás, subsidiária da Petrobras, com ativos de R$ 6,3 bilhões.
Por meio
de nota divulgada ontem, domingo (4), a Petrobras rebateu denúncia publicada neste
domingo pelo jornal O Globo de que a petroleira criou empresas de
papel para construir uma rede de gasodutos no Nordeste.
Na
reportagem, o jornal diz que uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU)
concluiu que o contrato assinado em maio de 2005 entre a Transportadora Gasene,
constituída pela Petrobras para tocar as obras, e a Domínio Assessores mostra
que esse escritório de contabilidade teria características de empresas de
fachada.
As duas
empresas aparecem no contrato com o mesmo endereço: Rua São Bento, no quinto
andar de um prédio no centro do Rio. O próprio contrato menciona que o
escritório de contabilidade "concordou em fornecer à contratante um
endereço para abrigar sua sede"
Segundo a
nota, a parceria para a construção do Projeto Gasoduto do Nordeste - Gasene foi
constituída por meio de um project finance (projeto estruturado),
elaborado pela área financeira da Petrobras, entre 2004 e 2005, com objetivo de
captar recursos para a construção do gasoduto. A empresa disse que foi criada
uma Sociedade de Propósitos Específicos (SPE), a Transportadora Gasene, de
caráter privado, com objetivo de contratar os financiamentos, construir e
operar o Gasene.
“A
Transportadora Gasene, constituída pelo Santander, banco estruturador do project
finance, tinha como acionistas a Gasene Participações, com 99,99%, e 0,01%, o
senhor Antonio Carlos Pinto de Azeredo. Por sua vez, a Gasene Participações
tinha como acionista um trustee (PB Bridge Trust 2005) e 0,01% o
senhor Antonio Carlos Pinto de Azeredo, administrador da empresa Domínio, que prestou
serviços de contabilidade e administração tributária para SPE [Transportadora
Gasene] e que também foi contratado pela Transportadora Gasene para ser o
presidente da Empresa”, diz trecho da nota divulgada à imprensa.
A
Petrobras disse que “conforme acontece nas estruturas financeiras do gênero, a
SPE (Transportadora Gasene) não tem qualquer ligação societária com a
Petrobras”.
Segundo a
reportagem, a auditoria do TCU afirma que a Agência Nacional do Petróleo, Gás e
Biocombustível (ANP) autorizou a construção e a operação do gasoduto sem
analisar os documentos das empresas e sem avaliar se o projeto era adequado.
Ainda segundo a reportagem, o empreendimento na Bahia teve os custos
superfaturados em mais de 1.800%.
Na nota, a
Petrobras diz que a sua ligação com a SPE se dava por meio de contrato "em
que era estabelecido que a Transportadora Gasene S/A somente realizaria
determinadas atividades mediante autorização da Petrobras". Segundo a
estatal, as atividades eram formalizadas por meio das chamadas cartas de
atividades permitidas, "conceito aprovado por todos os financiadores do
projeto”.
Em janeiro
de 2012, o Gasene foi incorporado pela Transportadora Associada de Gás,
subsidiária da Petrobras, com ativos de R$ 6,3 bilhões. Os três trechos foram
concluídos: são 130 quilômetros entre Cacimbas e Vitória (ES); 303 quilômetros
entre Cabiúnas (RJ) e Vitória e 954 quilômetros entre Cacimbas e Catu
(BA).
Fonte: Agência Brasil
0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!