Os estados com as maiores proporções de empresas de alto crescimento são Maranhão (13,4%), Roraima (12,5%) e Ceará (12,4%)
A
concentração de empresas de alto crescimento é maior nas regiões Norte e
Nordeste. Do total de empresas do Nordeste, 11,4% são de alto crescimento,
responsáveis por 21,7% do pessoal ocupado, proporção que cai para 10% das
empresas e 15,1% do pessoal na Região Sul. Os estados com as maiores proporções
de empresas de alto crescimento são Maranhão (13,4%), Roraima (12,5%) e Ceará
(12,4%), enquanto a menor proporção está em Minas Gerais, com 9,3%.
Os
dados estão no estudo Estatística de Empreendedorismo 2012, divulgado hoje (12)
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Empresa de alto
crescimento é aquela que tem a partir de dez pessoas assalariadas e apresenta
crescimento de pelo menos 20% no quadro de pessoal por um período de três anos.
O instituto analisou dados do Cadastro Central de Empresas (Cempre) e pesquisas
estruturais do IBGE nas áreas de indústria, comércio, serviços e construção.
O
IBGE destaca que entraram na análise os dados do triênio 2010-2011-2012,
portanto posteriores à crise econômica global de 2008 e 2009 e que, no período
avaliado, o empreendedorismo como promotor do crescimento econômico ganhou
destaque, pois “é um instrumento importante no aumento da produtividade,
competitividade e geração de postos de trabalho”.
No
Brasil, a construção cresceu 11,6% em 2010, 3,6% em 2011 e 1,4% em 2012. Por
outro lado, a indústria, que teve queda de 5,6% em 2009, cresceu 10,4% em 2010
e 1,6% em 2011, mas voltou a cair 0,8% em 2012. O comércio teve crescimento de
10,9%, 3,4% e 0,9%, respectivamente; e o setor de serviços, de 5,5%, depois
3,4% e 1,9% no último ano analisado.
A
inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA),
manteve-se dentro do limite da meta do governo, com 6,5%, 5,9% e 6,5%; e o
desemprego caiu no período, chegando ao nível mais baixo da história em 2012,
com 5,5%, acompanhado de um movimento de formalização do emprego e qualificação
da mão de obra, aumentando o percentual de 15 anos ou mais de estudo – o que
equivale ao curso superior completo – de 6,9% em 2008 para 8,1% em 2011.
Em
2012, o Brasil tinha 4,6 milhões de empresas ativas, responsáveis pela ocupação
de 40,7 milhões de pessoas, sendo 83,4% na condição de empregado assalariado e
16,6% como sócio ou proprietário. No recorte de empresas com uma ou mais
pessoas assalariadas, o número alcança 2,3 milhões, enquanto, com relação
àquelas com pelo menos dez pessoas assalariadas, o Brasil tinha, em 2012, 465
mil empresas, o que corresponde a 10,1% do total.
Enquanto
o número total de empresas no país cresceu 13% entre 2008 e 2012, a remuneração
média passou de 3,1 salários mínimos em 2008 para 2,8 em 2012, com um total de
R$ 756,6 bilhões. Em 2008, o salário mínimo era R$ 415 e em 2012 chegou a R$
622.
Considerando
apenas as empresas de alto crescimento, esses empreendimentos eram 35.206 em
2012 e empregavam 5,3 milhões de pessoas, com um montante de R$ 108,8 bilhões
pagos em remunerações. Na comparação com 2011, houve crescimento de 2% no
número de empresas, de 5% no pessoal ocupado e de 14% nos salários e
remunerações.
Entre 2009 e 2012, essas empresas geraram 3,3 milhões de postos
de trabalho, o que representa 58,3% do total criado por empresas com dez
assalariados ou mais no país, percentual maior do que o apresentado no triênio
anterior, quando o número chegou a 56%. Considerando apenas as empresas de alto
crescimento, o aumento no número de postos de trabalho alcançou 167,8% no
período analisado.
Fonte: Agência Brasil

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