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| (Foto: Pablo Jacob/O Globo) |
Mulheres
pagavam entre R$ 2,5 mil e R$ 6 mil por cada procedimento.
Equipes
da Delegacia de Proteção à Criança e ao adolescente (DPCA) estouraram, no
início da tarde de ontem, quinta-feira (8), uma clínica de aborto dentro da favela
do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio. O aborto é considerado um crime no
Brasil, sendo liberado apenas em caso de risco de vida para a mãe, quando a
gravidez é fruto de estupro ou quando há o risco de nascimento de um feto
anencéfalo (sem cérebro).
A
responsável pela clínica, não identificada pela polícia, conseguiu fugir antes
da operação, assim como um dos médicos, Bruno Gomes da Silva, de 80 anos, que
deixou a clínica ao ver a movimentação da polícia. Ele realizava abortos desde
1957 e já teve várias clínicas ilegais de aborto. A clínica lucrava de R$ 2,5
mil a R$ 6 mil por aborto.
De
acordo com as investigações da polícia, que duraram cerca de dois meses, um
taxista também estava envolvido no esquema por levar as mulheres para a clínica
para a realização do procedimento. Ele também conseguiu fugir.
No
momento da ação, oito pessoas estavam na clínica no momento da ação. Uma delas,
a funcionária Andrea Figueiredo Basílio da Costa, de 32 anos, acabou presa. Ela
já tinha passagem na polícia por tráfico de drogas. Três mulheres que estavam
na clínica para a realização do aborto também foram presas e serão liberadas
com pagamento de fiança.
Também
estavam no local três mulheres que esperavam para realizar o procedimento, mas
elas foram liberadas. Foram apreendidos ainda tesouras, material para cirurgia,
fotos do médico responsável e mais de R$ 10 mil em dinheiro.
Um
dos médicos já havia sido preso anteriormente pela equipe da DPCA com Propofol,
um forte anestésico que “apaga” a vítima quase instantaneamente. O medicamento
é o mesmo usado pelo cantor Michael Jackson, orientado pelo seu médico, Conrad
Murray. A família do Rei do Pop o acusa de ministrar uma dose letal do
anestésico ao astro em junho de 2009, causando sua morte. Somente clínicas
credenciadas podem solicitar o medicamento.
Fonte: G1

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