A categoria pede reajuste salarial de 26%, redução da carga horária semanal para 30 horas e melhorias nas condições de trabalho.
Os
profissionais de educação da rede estadual decidiram na tarde de ontem (11), em
assembleia, pela continuidade da greve. Eles estão acampados nas escadarias da
Assembleia Legislativa do Rio por tempo indeterminado até que seja reaberto
canal de negociações com o governo do estado. Foram montadas dezenas de
barracas. A greve já dura 34 dias.
De
acordo com a coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação
(Sepe), Marta Moraes, o governo "tem que saber que nós existimos e
exigimos negociação já". Os professores também estão com faixas e cartazes
com as seguintes frases: Educação Não Rima com Repressão e Governo que Fecha
Escolas e Hospitais É Reprovado. Fora Cabral.
Segundo
o Sepe, cerca de 500 profissionais de educação devem participar da vigília de
hoje à noite. Uma nova assembleia está marcada para segunda-feira (16), às 14h,
no centro da capital.
A
coordenadora-geral do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio
de Janeiro (Sepe), Ivanete Conceição, disse que o governo e o secretário de
Educação, Wilson Risolia, não estão mais dispostos a negociar com o sindicato
depois da ocupação do saguão do prédio da antiga Secretaria Estadual de
Educação (Seeduc), na última quarta-feira (4). De acordo com a coordenadora, a
categoria decidiu ocupar o edifício após o último encontro, que não teve a
presença do vice-governador Luiz Fernando Pezão e de Risolia.
“O
governo fechou a porta para nós depois do ocorrido na Seeduc. Parou de negociar
com o Sepe e só está recebendo outros sindicatos, como a Uppes [União dos
Professores Públicos no Estado] que não representam a greve. Queremos que eles
nos recebam e negociem ”, disse Ivanete.
A
categoria pede reajuste salarial de 26%, redução da carga horária semanal para
30 horas e melhorias nas condições de trabalho. Na última quarta-feira (4), o
Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro concedeu liminar determinando a suspensão
da greve estadual, mas o Sepe recorreu e aguarda decisão judicial.
Fonte: Agência Brasil

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!