Reunião acontecerá amanhã, sexta-feira (5).
A presidenta Dilma Rousseff continuará a receber movimentos sociais e
organizações da sociedade civil para discutir as demandas apresentadas durante
as manifestações que ocorreram no país. No entanto, segundo o ministro da
Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, nos encontros, a presidenta
não deverá discutir pautas tradicionais dos movimentos, mas tratar da atual
situação do país.
Na
sexta-feira (5), Dilma vai se reunir com organizações ligadas ao campo,
representadas por entidades como a Confederação Nacional dos Trabalhadores na
Agricultura (Contag), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e o
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), além de quilombolas e
pequenos agricultores.
Na
próxima semana, será a vez dos povos indígenas, que têm reunião marcada com
Dilma na quarta-feira (10). Segundo Carvalho, as principais entidades do setor
deverão ser ouvidas. Ativistas da cultura digital, entidades e igrejas
evangélicas e organizações que discutem a reforma política também serão
recebidos no Palácio do Planalto na semana que vem.
Entrarão
ainda na agenda presidencial encontros com representantes de organizações de
mulheres e do movimento negro. “Será um ciclo novo [de reuniões] que a gente
está abrindo, além das que já fizemos, sempre nessa perspectiva da importância
de ouvir a sociedade, as demandas, aquilo que as ruas manifestaram e, a partir
daí, tomar atitudes que o governo entender que são possíveis e que atendam às
demandas sociais”.
Carvalho
disse que as audiências têm como foco tratar da atual situação do país e não
discutir demandas tradicionais dos movimentos, que, segundo ele, já são
encaminhadas pela Secretaria-Geral da Presidência.
“Este
momento com a presidenta não é para discutir aquela pauta que eles tratam com a
gente sempre aqui na secretaria. Todos esses movimentos, em geral, já têm
diálogo com o governo, mesas permanentes. Mas é um momento da presidenta ouvir
diretamente questões, opiniões, sugestões, análises do movimento sobre o
momento nacional e, claro, apresentarem as suas demandas, que, na medida do
possível, serão tratadas pelo governo”, declarou o ministro.
Segundo
Carvalho, a partir de agora, a presidenta Dilma Rousseff não fará apenas
reuniões “episódicas” com a sociedade civil, mas manterá contato
“oportunamente” com as organizações.
Nos
últimos dias, Dilma recebeu representantes de entidades ligadas à juventude,
direitos homossexuais, movimentos urbanos e de moradia, além do Movimento Passe
Livre, que deu origem à onda de manifestações pelo país.

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