'Estou vivo e recauchutado', diz Chico Anysio em blog
Comediante está internado há dois dias, se recuperando de pneumonia.
Em recado aos fãs, ele diz planejar novo programa humorístico.
O comediante Chico Anysio, que está internado há dois dias no Hospital Samaritano, no Rio, escreveu um recado para os fãs em seu blog nesta sexta-feira (15). “Estou vivo e recauchutado, seminovo como dizem as concessionárias de automóveis”, diz o texto.
Chico, que está com 78 anos, foi hospitalizado na última quarta (13) devido a uma pneumonia. Apesar da boa recuperação e do quadro estável, o hospital informou que ainda não há previsão de alta.
No último dia 6, o humorista escreveu em seu blog que iria parar com algumas atividades por conta da doença. "Estou de saída. Tive uma pneumonia na semana passada e isto me abriu os olhos para uma realidade da qual eu ainda não estava vivendo no seu todo. (...) Em dois dias eu envelheci, quando pouco, 5 anos. Então resolvi tomar uma decisão a meu favor e tomei: estou de saída. Vou parar com todas as coisas que não sejam obrigatórias e escrever esses textos é uma delas".
O texto em tom de despedida antes da internação preocupou fãs e amigos, que, segundo Chico, “ligaram, passaram e-mail e mandaram recados pelo mau entendimento do que escrevi no blog, ao dizer que estava de saída”.
O humorista segue com as explicações. “A maioria pensou que era da vida, quando eu queria dizer que estava de saída apenas da chatice e das obrigações dispensáveis”.
Chico ainda diz no texto que neste período hospitalizado, “bolou um programa de humor maravilhoso” e prometeu continuar postando textos em seu blog.
Rio só encaminha 3% de seu lixo para reciclagem
Coleta seletiva chega a apenas 30% da população. Crise leva catadores a não recolher material nas ruas.
A maioria dos cariocas ainda não conjuga o verbo reciclar. Seja por falta de informação ou acesso – hoje a coleta seletiva municipal chega a apenas 1,8 milhão de pessoas, o que corresponde a 30% da população – a realidade é que só 3% de todo o lixo domiciliar, de quase 146 mil toneladas por mês, é encaminhado para reciclagem.
Esse índice, segundo o assessor da diretoria técnico-industrial da Comlurb, José Henrique Penido, inclui o material recolhido pela companhia de limpeza e por catadores e sucateiros nas ruas. “O problema é que essa coleta seletiva acaba saindo cara, porque o caminhão anda muito e recolhe pouco”, explica Penido. “A população ainda não aderiu à coleta seletiva. Sem a participação da população não há como ter um bom programa”. Hoje, a Comlurb conta com quatro caminhões para coleta seletiva, que percorrem 42 bairros da cidade, quase a metade deles na Zona Sul. A coleta porta a porta foi iniciada em 2002 e vem aumentando aos poucos. Em 2004, segundo dados da empresa, 232 toneladas por mês eram recolhidas. Esse número passou para 449 toneladas em 2006 e 540 toneladas por mês em 2008.
Crise reduziu preço de material reciclável
Com a crise financeira mundial, o preço pago pelo material recolhido aos catadores caiu pela metade, o que levou a um desinteresse por parte desses trabalhadores informais.
Como resultado, a Comlurb passou a recolher mais material na coleta seletiva, que hoje chega a 665 toneladas por mês, o que corresponde ainda a apenas 0,5% do total da coleta de lixo domiciliar. “Diminuiu muito o número de catadores nas ruas”, diz Penido. “No caso do papelão, o valor caiu 80%. Passou a pagar pouco e não valia a pena para os catadores. O aumento de material reciclável na rua foi muito grande. Até isso a coleta seletiva enfrenta, porque é um sistema muito frágil”, conta o consultor ambiental Eduardo Bernhardt, da ONG Recicloteca.
Projeto-piloto no Leme
Segundo Bernhardt, o baixo índice de lixo reciclável no Rio se deve à pequena iniciativa do poder público e à falta de iniciativa da população. “A gente tem coleta seletiva no Rio, ela atende alguns bairros, mas ela tem pouca estrutura. Então acaba não atendendo tão bem e a população que, quando quer fazer, às vezes não tem tanta informação, não separa direito. A pequena falha de um com a pequena falha de outro prejudica todo o programa”, diz.
Para mudar esse cenário, uma parceria da Secretaria estadual do Meio Ambiente, da Subprefeitura da Zona Sul e da Comlurb levará ao bairro do Leme um projeto-piloto de reciclagem e coleta seletiva. Síndicos, comerciantes e moradores de comunidades carentes da região terão aulas sobre o tema, com apoio da Recicloteca. “A ideia é integrar tanto o catador de rua, como o caminhão da Comlurb, como os caminhões (de sucata) que ficam estacionados no Leme. E regularizar eles, que virariam microempresas. Você tem o particular e o público juntos. Um dando apoio para o outro”, explica Bernhardt.
Condomínio promove competição saudável
Iniciativas desvinculadas do poder público também dão fruto. Na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, o condomínio Alfa Plaza aderiu à onda da coleta seletiva há cerca de um ano.
Com a ajuda da ONG Reviverde, a síndica Bernadette de Lourdes Pereira reformou as lixeiras dos 22 andares, instalando uma cesta exclusiva para a coleta, e agendou palestras e oficinas com moradores e funcionários. Para incentivar ainda mais os condôminos, placas nos corredores indicam os andares que estão misturando ou separando corretamente o lixo. “Existe até uma boa competição, de andar para andar, que um quer sempre melhor do que o outro”, conta Bernadette. “Isso estimula o funcionário, o morador e as domésticas a fazerem esse trabalho de separação da coleta seletiva”. O dinheiro arrecadado com a venda dos recicláveis é distribuído entre os funcionários e usado para a compra de cestas básicas, sorteadas entre as domésticas que trabalham no edifício. A cada 15 dias, duas toneladas são encaminhadas para sucateiros. “Nos últimos dez anos, já implantamos esse sistema em mais de 30 condomínios no Rio. No total, são cem toneladas por mês que deixam de ir para os lixões e são encaminhadas para reciclagem”, explica Regina Laginestra, presidente da ONG Reviverde.
Setor movimenta R$ 10 bilhões no país por ano
Dados do Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre) mostram que a geração de lixo urbano no Brasil está em torno de 150 mil toneladas por dia e a reciclagem de lixo urbano gira em torno de 12%. O setor como um todo movimenta no país cerca de R$ 10 bilhões por ano.
Ainda segundo dados da entidade, a coleta seletiva, ponto de partida para a reciclagem, tem crescido nos últimos nove anos. Em 1994, 81 municípios faziam a coleta seletiva em escala significativa. Em 2004, este número avançou para 237 e, em 2008, alcançou 405, o que ainda corresponde a somente 7% do total de municípios no país.
Combate ao desperdício
Antes da coleta e da reciclagem, no entanto, o consultor ambiental Eduardo Bernhardt lembra há etapas importantes para a redução de lixo no planeta: a redução e a reutilização de produtos. O primeiro “R” prega o fim ao desperdício, mesmo mote dacampanha do Instututo Akatu sobre o desperdício de alimentos: dados da entidade apontam que no Brasil aproximadamente um terço de todos os alimentos comprados em uma casa é desperdiçado. “O segundo passo é o da reutilização. Embalagens de vidro são mais fáceis de serem reutilizadas, por exemplo. Fazendo esse segundo “R”, com o reduzir, pouca coisa sobra para a coleta coletiva”, explica.
Como separar
Para a separação do material em casa, não é necessário separar cada tipo de resíduo. Basta ter em casa dois recipientes: um para o lixo úmido e rejeitos a serem recolhidos pela companhia de limpeza e outro recipiente para o reciclável a ser levado na coleta seletiva, como plástico, metal, vidro e papel. O importante é que o material esteja limpo e seco.
No caso de condomínios, escolas ou empresas, pode-se aumentar o número de recipientes destinados à coleta seletiva, identificando-os por cores e tipos de material.
Quem recebe
O material recolhido pela Comlurb é doado para cooperativas de catadores. A lista dos bairros atendidos pela coleta seletiva municipal está disponível no site da Comlurb, no link "coleta seletiva".
Condomínios e áreas não atendidas pela coleta seletiva devem procurar grupos de catadores, sucateiros, ferros-velhos, ou iniciativas comunitárias e de ONGs que coletem materiais recicláveis.
Para onde vai o lixo
Ao ser entregue aos catadores, o material separado é levado para um depósito, onde é feita uma triagem. Após serem separados por tipo de material, esses volumes são vendidos para os grandes sucateiros, que por sua vez vendem para as indústrias recicladoras.
Prefeitura promove passeio de graça a museus de São Cristóvão
Evento faz parte da Semana Nacional de Museus. Roteiro inclui programação especial em cinco museus da região.
Para comemorar a Semana Nacional de Museus, a Secretaria Especial de Turismo do Rio de Janeiro vai promover, neste sábado (16) e domingo (17), um passeio pelos principais museus da região de São Cristóvão, na Zona Norte da cidade. Segundo o governo municipal, o roteiro “Turismo Cultural no Bairro Imperial” terá transporte gratuito. Quem quiser aproveitar a oportunidade deverá comparecer entre 10h e 16h à Quinta da Boa Vista, de onde quatro ônibus vão partir com intervalos de 40 minutos.
No roteiro preparado pelos organizadores estão: Museu Militar Conde de Linhares, Museu do Primeiro Reinado/Casa da Marquesa de Santos, Museu de Astronomia e Ciências Afins, Museu Maçônico/Supremo Conselho e Museu Nacional.
“Trata-se de um projeto que tem tudo para dar certo e virar uma atração fixa no calendário da cidade, atraindo moradores e turistas para a região”, disse o secretário municipal de Turismo, Antonio Pedro Figueira de Mello.
Ainda de acordo com o governo municipal, todos os museus terão entrada gratuita e uma série de atividades especiais. Para ajudar a conhecer as obras e os locais, guias de turismo acompanharão os trajetos. Os visitantes poderão descer em um ponto, visitar um museu e tornar a pegar o ônibus outra vez, seguindo para o próximo destino. Serviço: “Turismo Cultural no Bairro Imperial" Local: Parque Quinta da Boa Vista - s/nº - São Cristóvão Datas: 16 e 17 de maio Horário: entre 10h e 16h
Carro cai em canal na Barra e motorista morre
Segundo bombeiros, jovem estava com amigo, que sobreviveu ao acidente. Resgate contou com equipe de mergulhadores dos bombeiros.
Um carro caiu no Canal de Marapendi na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, na manhã deste sábado. De acordo com os bombeiros, dois amigos estavam no veículo na hora do acidente. O motorista morreu.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o resgate das vítimas foi feito com a ajuda de uma equipe de mergulhadores e o motorista já teria sido resgatado morto.
Ainda de acordo com os bombeiros, o sobrevivente não soube dar detalhes de como o acidente ocorreu. O carro continua no local.
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