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Jovens serão alvo de blitz para fazer valer Lei Seca
Morte de seis pessoas em acidentes leva governo a decidir montar fiscalização perto de bares e casas de shows que oferecem bebida barata. Penha terá atenção especial
A morte de seis jovens em acidentes de trânsito na manhã de sábado levou a coordenação da Operação Lei Seca a determinar que as blitzes sejam montadas também nas imediações de bares e casas de shows do Rio. Segundo o subsecretário estadual de Governo, Carlos Alberto Lopes, as equipes de fiscalização não pouparão os jovens que ainda insistem em combinar álcool e direção. “Estamos nos preparando para fazer essas mudanças já no próximo fim de semana. Vamos ficar a uma distância suficiente para impedir que os motoristas infratores desviem das blitzes”, afirmou Lopes.
Dois dos cinco acidentes de sexta para sábado tiveram três mortos cada, na Penha e em Caxias, e todas as vítimas tinham menos de 30 anos. Ontem, foram enterrados os corpos de Alexandre Rocha, 20, Philip Soares, 19, e Victor Leal, 19, o motorista do carro. Os amigos vinham de uma festa e bateram num poste na Avenida Brás de Pina. Dois jovens ainda estão internados.
CASAS DA BAIXADA NA LISTA
Segundo Lopes, os locais das blitzes já não são mais surpresa. Por isso, as ações passarão ser montadas em outros pontos da cidade, com ênfase nas vias com maior índice de acidentes. O subsecretário preferiu não adiantar o nome e o endereço das casas de shows e bares que serão o alvo das próximas blitzes, mas afirmou que três grandes casas da Baixada, em importantes corredores viários, estão entre elas.
Na Zona Norte, as ações serão próximas aos bares mais badalados e algumas casas de show, principalmente as que vendem bebidas a preços baixos com o objetivo de atrair mais jovens. “A região da Penha está no nosso novo roteiro, porque concentra muitas dessas casas e bares. Já começamos as ações com esse objetivo na Barra, no último fim de semana, e o resultado foi positivo”, avaliou Lopes.
Na madrugada de ontem, agentes da Operação Lei Seca abordaram 1.587 motoristas na Capital e na Baixada. Foram 309 carros multados e 100 rebocados. O teste do bafômetro foi aplicado em 1.269 condutores. Destes, 166 estavam embriagados. Foram apreendidas 247 carteiras de habilitação.
Mengão leva o tri nos pênaltis
Foi uma final digna de um Campeonato Carioca. Em uma partida eletrizante, com direito a pênalti perdido, expulsão, lindos gols e decisão por pênaltis, melhor para o Flamengo que venceu por 4 a 2, após o empate em 2 a 2 no tempo normal e tornou-se recordista de títulos estaduais, com 31 conquistas, uma a mais que o Fluminense. O herói do domingo rubro-negro foi o goleiro Bruno, que pegou um pênalti no segundo tempo e dois nas cobranças decisivas.
O jogo começou muito truncado, com a duas equipes marcando muito forte. Apesar disso, a primeira falta só aconteceu quase aos três minutos, um pouco antes da primeira boa descida do Flamengo, aos 5. Wiilians chegou à linha de fundo e cruzou, mas a zaga afastou o perigo.
Susana Vieira usa máscara e brinca com a gripe suína durante festa
Susana Vieira continua surpreendendo. Neste domingo, a atriz se esbaldou na pista de dança da Boate Bardot, no Leblon, ao lado do namorado Sandro Pedroso.
Susana arrancou gargalhadas dos presentes ao aparecer com uma máscara no rosco. Depois da brincadeira, ela resolveu assumiu as pick-ups e bancou a DJ.
Polícia encara a dependência química em suas fileiras
Pesquisa da Fiocruz revela que quase a metade do efetivo da PM bebe todos os dias. Estudo mostra ainda uso preocupante de drogas
Pela primeira vez a Polícia Militar está fazendo exames toxicológicos na seleção de candidatos a oficiais e praças da corporação. A exigência está amparada no índice preocupante de PMs alcoólatras ou usuários de drogas, como maconha, cocaína e tranquilizantes. O alerta foi lançado a partir de uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com 1.300 policiais (civis e militares), que revelou que 48% dos oficiais, suboficiais e sargentos consomem bebidas alcoólicas diariamente. Cabos e soldados que assumem excessos com o copo são 44,3%. Já entre os policiais civis, o problema atinge 18,4%.
O estudo é parte do livro ‘Missão Prevenir e Proteger’, sobre as condições de vida da tropa. O envolvimento dos PMs com álcool e drogas ilícitas torna-se mais preocupante considerando que boa parte de suas ações se dá em morros cujo objetivo principal é reprimir o tráfico e apreender drogas.

“A bebida era o meu combustível. Bebia todo dia. Me ajudava a desestressar. Não bebia em serviço, mas muitos colegas bebem até no quartel”, conta o soldado D., 37 anos, há 10 na corporação. O trabalho com apreensões de drogas funcionou como tentação para experimentar outros tipos de entorpecentes, a partir de 2001. “Com a cocaína comecei pela curiosidade. Fiquei com um pouco que minha patamo tinha apreendido e provei”, relata ele, que, nos últimos 4 anos, envolveu-se ainda com outro vício: jogos em maquininhas. “Depois que me viciei em jogo, perdi tudo. Das máquinas, passei para o carteado. Apostei casa, carro e cheguei a empenhar a arma do trabalho”, contou. D. chegou a passar 37 dias internado no setor de recuperação para dependentes químicos (Renascer) do Hospital Central da PM, em 2007. No Renascer estão internados atualmente 66 policiais. Uma vez por semana centenas (o número não foi divulgado) de PMs de várias patentes participam de reuniões de recuperação. Um dos pacientes do Renascer era o ex-PM Marcelo Silva, ex-marido da atriz Susana Vieira, morto de overdose em dezembro. Marcelo, que segundo amigos conheceu a cocaína dentro de unidade da PM, abandonou o tratamento.

“Na polícia o contato com esse tipo de situação é muito fácil e, se a pessoa não tiver cabeça, se perde. Não é fácil esquecer a cena do colega baleado ou de ter que matar para não levar um tiro”, explica o tenente F., 33 anos.

A pesquisa feita pela Fiocruz mostra que o tranquilizante é a droga mais consumida entre policiais civis e militares. O uso se concentra — segundo apontaram as entrevistas com os 1.300 policiais — entre oficiais, suboficiais e sargentos (13,9%), contra 8,5% de cabos e soldados que confessaram fazer uso dessas substâncias. Os oficiais também consomem mais sedativos e barbitúricos, maconha, cocaína e substâncias para sentir ‘barato’, como lança-perfume, cola e gasolina.

Objetivo é barrar usuários de drogas

O exame toxicológico adotado pela PM na seleção de candidatos a oficiais e praças da corporação tem o objetivo de barrar a entrada de usuários de drogas ilícitas na instituição. O teste detecta o uso de substâncias legais, como bebidas, e ilegais, como maconha e cocaína, em até 90 dias depois de a pessoa ter consumido a droga.

No total, são 14 substâncias identificadas de uma só vez. Até agora 200 candidatos a oficiais fizeram o exame e o resultado deve ficar pronto em duas semanas.

Lipo deforma barriga de modelo
Cliente de clínica da Barra teve sangramento e infecção após cirurgia no abdômen
Cada vez que se olha no espelho a modelo Adiléia de Alencar, 31 anos, tem certeza que escapou da morte. Submetida, em março, a uma hidrolipo — também conhecida como lipo light — pela Clínica de Estética Beleza Pura, na Barra da Tijuca, para retirar gordura na barriga e nos flancos, Adiléia quase ficou deformada. Teve inflamações, infecção urinária, queimaduras e ficou com caroços no abdômen.
“Cheguei em casa sangrando muito. Para dormir, coloquei cinco toalhas para não sujar o colchão. No outro dia, fui fazer drenagem como eles recomendaram. Foi uma cena pavorosa. Enquanto a massagem era feita, minha barriga esguichava sangue. Tiveram que limpar a parede várias vezes”, desabafou a modelo. O caso foi registrado na 16ª DP (Barra da Tijuca). Hoje, o proprietário e funcionários da clínica vão ser intimados.
Atualmente, Adiléia toma morfina para suportar a dor das sessões de drenagem linfática, recomendadas por um outro médico.
Ela conta que foi atraída para fazer a lipo por uma propaganda da clínica que prometia parcelamento em até 10 vezes. O marido dela, o administrador Adriano Teixeira, deu de entrada R$ 602 e oito cheques de R$ 301 — que já foram sustados. Além disso, o casal pagou R$ 600 de drenagens. “Fui pegar o recibo das massagens e a funcionária que me atendeu se recusou a dar e chamou os seguranças. Passaram alguns dias e eu recebi uma ligação anônima. Disseram que não sabia com quem estava me metendo”, contou ela.
Apesar do pagamento ter sido feito na Barra da Tijuca, o procedimento cirúrgico foi realizado numa clínica pediátrica na Ilha do Governador. Adiléia contou, ainda, que a médica que fez a hidrolipo disse que as sequelas foram ocasionadas pela drenagem linfática realizada na Beleza Pura. Procurado por telefone, o dono da clínica não respondeu ao recado deixado no celular.
Após final, torcedores deixam o Maracanã sem registro de confusão
Saída foi tranquila, apesar das provocações da torcida rubro-negra.  26 pessoas foram detidas durante choque de ordem na área do estádio.
Após a partida entre Flamengo e Botafogo pela final do Campeonato Carioca, neste domingo (3), os torcedores começaram a sair do Maracanã por volta das 18h30. Apesar das provocações da torcida rubro-negra, não foi registrado nenhum incidente grave pela Polícia Militar.  O policiamento ocupou os principais pontos de saída do estádio e também as imediações de São Cristóvão, principalmente nos acessos às estações do trem e do metrô. Os torcedores do Botafogo foram os primeiros a sair, logo depois do fim do jogo. Policiais acompanharam alguns botafoguenses até o ponto do ônibus. Mas não houve confusão, segundo informações da Polícia Militar. De forma ordeira, os torcedores do Flamengo comemoraram a vitória gritando pelas ruas. Alguns chegaram a ser repreendidos por policiais para evitar provocação aos rivais. Um rapaz que estava com uma lata de cerveja foi advertido por um guarda municipal. 

Uma das torcedoras mais animadas do Flamengo era a estudante Betânia Bento da Silva, de 27 anos, que concorre ao título de Musa do Brasileirão. “Meu time já é campeão. Agora é a minha vez de vencer essa disputa”, disse, comemorando a vitória rubro-negra com os amigos.

Choque de Ordem

Durante a operação de choque de ordem no entorno do Maracanã, ainda na tarde deste domingo (3), 26 pessoas foram detidas, entre flanelinhas, cambistas, baderneiros e torcedores que urinavam em locais impróprios. Segundo a Secretaria Especial da Ordem Pública (Seop), da Prefeitura do Rio, as pessoas detidas foram levadas para a 18ª DP (Praça da Bandeira).

 

De acordo com a assessoria de imprensa da secretaria, 108 veículos também foram rebocados durante a ação. A Seop também aplicou 692 multas por estacionamento irregular nos arredores do estádio.

 

Participaram da operação 315 guardas municipais, 40 fiscais do controle urbano, 25 agentes da Seop e mil policiais militares. Foram utilizados 22 reboques. As informações são da secretaria.

Tia de jovem que teria sido morta pela mãe é suspeita de participar do crime

Polícia chegou até ela após o depoimento da irmã da vítima.  Além dela, mãe, tio e dois suspeitos estão presos.

A polícia prendeu a tia da jovem que teria sido assassinada pela própria mãe . Ela é acusada de participação na tortura e morte de Susana Silva Magalhães, de 20 anos. O crime foi descoberto na semana passada.

 

A prisão ocorreu no domingo (3), após a polícia ouvir o depoimento da irmã da vítima. 

 

A suspeita, identificada como Vera Regina da Rocha César, de 46 anos, foi presa temporariamente. Ela é casada com Sílvio da Costa Silva, que também está preso acusado de ajudar a esconder o corpo de Susana. A irmã dele, Maria da Glória Silva Magalhães, mãe da vítima, também está presa. Ela teria confessado que matou a própria filha.

A mãe da vítima é suspeita de contratar dois homens para ocultar o corpo. O crime foi descoberto por PMs durante uma blitz no Cachambi, subúrbio do Rio.  Em depoimento, os suspeitos contaram que foram contratados pela mãe da para desaparecer com o corpo de Susana.  Segundo a polícia, a jovem estava há um ano em cárcere privado e era abusada sexualmente pelo tio.  Responsável pela investigação, o delegado Márcio Esteves, da Delegacia de Homicídios da Baixada, informou que Vera Regina, tia da jovem, admitiu que sabia que a sobrinha estava morta.  

 

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