Portugal confirma 1º caso da nova gripe
Paciente esteve no México recentemente de férias e passa bem. Na Espanha, número de casos subiu de 44 para 54 entre domingo e 2ª.
Portugal confirmou nesta segunda-feira (4) seu primeiro caso da nova gripe, segundo a ministra da Saúde, Ana Jorge. Segundo Ana, o paciente esteve recentemente em férias no México e recupera-se bem. Não há outros casos suspeitos da doença no país, segundo a ministra.
"Em Portugal não há evidências de transmissão entre pessoas", disse Ana Jorge. "Esta pessoa não representa um risco de contágio, ela está clinicamente saudável." Portugal tem tomado diversas medidas para prevenir a gripe, inclusive monitorar passageiros que chegam do México.
Espanha
Na Espanha, o Ministério da Saúde disse que o número de casos confirmados saltou de 44 a 54 entre domingo e segunda. Os dez novos casos foram detectados na Andalucía (sul) e em Valência (leste). Entre as 54 pessoas, só 11 seguem hospitalizadas.
Balanço
Até as 6h GMT desta segunda-feira (3h de Brasília), a Organização Mundial da Saúde registrava 985 casos confirmados da doença, com 26 mortes .
O Brasil segue sem casos confirmados, mas há 15 suspeitas , segundo o Ministério da Saúde.
O alerta pandêmico da OMS está no nível 5 de 6, o que significa que ainda há risco real de a doença se transformar em uma epidemia de alcance mundial, apesar de o México afirmar que a gripe está sob controle .
Margaret Chan, diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), alertou contra a complacência por causa das boas notícias vindas do México. "Os vírus da gripe são muito imprevisíveis, muito enganosos... Não devemos ficar excessivamente confiantes. Não se deve dar ao (vírus) H1N1 a possibilidade de se misturar com outros vírus", disse ela. "O nível 6 não significa, de forma alguma, que estamos enfrentando o fim do mundo. É importante deixar isso claro, porque, se não, quando anunciarmos o nível 6 isso irá causar um pânico desnecessário", disse Chan. Na semana passada, a OMS elevou seu nível de alerta de pandemia de 3 para 5, por causa da disseminação significativa da gripe H1N1 no México e nos EUA. Para chegar ao nível 6, seria preciso que houvesse transmissão dentro de comunidades em outras regiões. Empresas e órgãos públicos permaneceram fechados nesta segunda-feira no México, como parte de um recesso nacional de cinco dias destinado a tentar conter a transmissão. No domingo, o Ministério da Saúde anunciou que o pior da epidemia já passou, e especialistas disseram que o H1N1 pode não ser mais grave do que uma gripe normal.
Casal homossexual tenta registrar gêmeos com duas mães em SP
Mulher e companheira querem certidões de filhos com dupla maternidade.Advogada vai pedir tutela antecipada para apressar autorização.
A mãe homossexual que deu à luz um casal de gêmeos na quarta-feira (29) no Hospital Santa Joana, em São Paulo, vai novamente à Justiça nesta segunda-feira (4) para pedir o direito de registrar seus filhos com duas mães: ela mesma e sua companheira, que doou óvulos para fertilização in vitro. Os bebês _uma menina de 2,750 kg e um garoto de 2,415 kg_ são filhos de Adriana Tito Maciel. A mãe, homossexual, recebeu os óvulos de sua companheira, Munira Kalil El Ourra, que se submeteu a uma inseminação artificial. O nome do pai que doou o sêmen para fecundação não pode ser conhecido. Adriana teve alta no sábado (2) e falou ao telefone com o G1 enquanto amamentava as crianças. Ela passou o domingo (3) em sua casa, em Carapicuíba, na Grande São Paulo, com as crianças. Munira _a mãe que doou os óvulos_ acompanha tudo de perto. "O trabalho é grande, temos de nos revezar para cuidar das crianças à noite, mas é um momento de realização para o qual nos preparamos. É um sonho antigo de nós duas. É indescritível a sensação de ser mãe. É ótimo pegar filho no colo. É um cansaço gostoso", afirmou Munira. Há cerca de um mês as mães deram início a uma ação declaratória de filiação no Fórum de Santo Amaro, na Zona Sul da capital. A advogada das duas, Maria Berenice Dias, diz que o processo com essas peculiaridades _gestação comungada entre parceiras sexuais_ é inédito.O caso foi divulgado anteriormente pela Revista Época. A decisão judicial não chegou antes do parto e a advogada até considera a demora natural, diante da complexidade do processo. Agora, sob a pressão de registrar as crianças o mais rápido possível, já que nasceram há quase uma semana, a advogada vai entrar com pedido de tutela antecipada, para apressar a autorização.
Dupla maternidade
Maria Berenice, no entanto, considera prioritário que as crianças tenham dupla maternidade, uma vez que foram geradas por decisão do casal, em comum acordo. "Se não colocarmos as crianças em nome das duas, elas, as crianças, poderão ficar vulneráveis no futuro", afirmou. De acordo com a advogada, a Justiça tende a dar o registro para a mulher cujos óvulos foram fecundados. "Se elas não fossem mães homossexuais, tenho certeza de que o registro das crianças iria para o nome de Munira", afirma. A advogada quer que o nome das duas conste na certidão de nascimento sem especificação de quem é a mãe biológica. "No registro deve ficar filho de Adriana Tito Maciel e Munira Kalil El Ourra", afirmou a defensora.
Miss Mato Grosso do Sul não abre mão de carne com farofa
Pilar Velasquez, 23 anos, estuda jornalismo e é modelo. Final do Miss Brasil ocorre em 9 de maio, com 27 candidatas.
Apesar da dieta rigorosa para manter as medidas exigidas pela organização do concurso Miss Brasil Oficial, a Miss Pilar Velasquez, de 23 anos, que representa o estado de Mato Grosso do Sul no concurso de beleza nacional, diz que não abre mão de comer carne com farofa.
“Gosto de comer coisas saudáveis e naturais, como saladas, e não gosto muito de arroz, então sempre procuro comer outros acompanhamentos, como a farofa. Por isso, carne e farofa não podem faltar”, diz ao G1. Pilar estuda jornalismo e trabalha como modelo desde criança. Para se dedicar ao concurso, no entanto, ela teve que abrir mão do estágio em jornalismo que fazia e trancar a faculdade.
A modelo, que recorre a tratamentos de estética e academia para manter a forma, nunca fez cirurgias plásticas. “Sou contra a banalização da cirurgia estética. Acho válido quando o procedimento é necessário para elevar a autoestima da mulher, mas não de maneira desenfreada. Não tenho vontade de mudar nada no meu corpo”, afirma.
Apesar de ter problemas no coração desde que nasceu, Pilar dedica o tempo que pode à prática de esportes como vôlei e handball. A candidata, de 1,76 cm de altura, faz ainda aulas de pilates para garantir os 90 cm de busto, 65 cm de cintura e 95 cm de quadril. E quando o assunto é namoro, a miss afirma que o companheiro não é ciumento. “Ele está lidando bem com todos esses compromissos e virá assistir à final.”
A final do concurso Miss Brasil acontece no próximo sábado, 9 de maio, em São Paulo. Concorrem ao título de mulher mais bonita do país 27 candidatas, cada uma representando o seu estado e o Distrito Federal. A vencedora representará o Brasil no Miss Universo, em agosto, no Caribe.
Empresário vence eleição presidencial no Panamá
Oposicionista de direita, Ricardo Martinelli fez discurso anticrise. Ele derrotou a esquerdita Balbina Herrera por cerca de 61% a 37%.
O empresário do setor de supermercados Ricardo Martinelli venceu a eleição presidencial do Panamá no domingo, contrariando a tendência de vitórias de líderes voltados para a esquerda na América Latina.
A experiência empresarial do candidato conservador de oposição conquistou os eleitores que estão preocupados com seu sustento em meio à crise econômica global que afetou o recente crescimento do Panamá.
O tribunal eleitoral declarou Martinelli vencedor quando a apuração mostrou uma vantagem inalcançável de 61% dos votos, contra 37% de Balbina Herrera, do partido da situação de centro-esquerda Partido Revolucionário Democrático (PRD).
O governo não conseguiu combater o crime e os preços altos, e Martinelli conquistou a vitória com apoio dos eleitores mais pobres.
"Não podemos continuar a ter um país onde 40% dos panamenhos são pobres", disse ele em seu discurso da vitória.
Martinelli sucederá em julho o moderado Martín Torrijos, sob cujo governo o país alcançou taxas de crescimento de até dois dígitos, apoiado principalmente na exploração do Canal do Panamá.
A crise financeira, no entanto, fará com que o Panamá cresça apenas cerca de 3 por cento este ano, segundo analistas, por conta do esfriamento do comércio mundial e também por uma menor demanda do setor de construção, outrora pujante.
O país, que usa o dólar como moeda, sofreu no ano passado a inflação mais alta desde o início da década de 1980.
"A cada 15 dias que eu vou ao mercado o preço da comida está mais caro. Você não consegue mais comprar carne", disse Oreida Sánchez, professora de 36 anos, após votar em Martinelli no bairro de Calidonia, na capital.
Martinelli, um filho de imigrantes italianos de 57 anos educado nos Estados Unidos, prometeu aumentar o gasto público construindo um trem subterrâneo na Cidade do Panamá e apoiando a habitação popular para estimular a construção civil.
O empresário disse ainda que pretende criar um imposto único, com alíquota de 10% a 20%, para atrair investidores estrangeiros que demandam um sistema fiscal mais claro.
Líderes de esquerda como o venezuelano Hugo Chávez avançaram na América Latina nos últimos anos, mas o Panamá tem uma ligação próxima com os Estados Unidos, que
Anotação antiga recém-descoberta revela história de sobrevivente do Holocausto
Albert Veissid, judeu francês, foi preso pelos nazistas em Auschwitz. Bilhete recém-encontrado continha o nome dele e outras seis pessoas.
A memória do horror desta vez estava enterrada em uma garrafa. Foi encontrada escondida na parede, durante a reforma em uma escola que era depósito do campo de concentração de Auschwitz, na Polônia. Em um papel de saco de cimento, uma relação de nomes e números.
Seis poloneses católicos, um judeu francês, prisioneiros dos nazistas. A data: setembro de 44. E uma única frase: todos entre 18 e 20 anos. Que mistério essa relação esconde? Em uma vila do sul da França, encontramos o último da lista, Albert Veissid, de 85 anos. Ele foi preso na França, passou por vários campos de concentração antes de Auschwitz. Sessenta e cinco anos depois, a memória do holocausto continua impressa em seu braço e assombrando seus sonhos. Ele lembra que no campo tinha gente demais e os nazistas decidiram eliminar os mais fracos. “Um dia, veio a ordem para todos os prisioneiros se apresentarem diante de uma fileira de guardas da SS, nus, com as roupas nos braços. Era a seleção, para decidir quem iria viver. Eu tremia por dentro, mas não era de frio, era de medo. Quando chega a minha vez, corro. Sei que os guardas estão lá, mas não olho para eles. Passo correndo, estou salvo. Mas meu amigo foi pego na fila e levado direto para a câmara de gás”, lembra ele. Assim ele foi trabalhar na construção do depósito de Auschwitz. Ele cavava o subsolo e os poloneses trabalhavam na parte de cima. “Esses poloneses me salvaram a vida, porque eles recebiam uma grande porção de sopa para comer. Eles me davam tudo o que sobrava”, conta. Esta semana, quando a notícia da nota chegou, o velho sobrevivente ficou surpreso. Não conseguia lembrar de nada. Albert não entendeu por que o nome dele estava lá, qual o propósito do bilhete. Mas quando confrontado com uma cópia, reconheceu: “Está escrito por mim, é minha letra, mas não me lembro de ter feito isso”. Algum tempo depois, Albert, que é músico, foi transferido para tocar na orquestra do campo. Nunca mais teve notícias dos poloneses, até esta semana. Cinco morreram em Auschwitz. “Sabe do que tudo isso me lembra? Da sopa, nunca comi tanta sopa”, diz ele. A sopa o manteve forte para suportar a retirada quando o cerco dos aliados apertou. Os prisioneiros morriam às centenas. “Eu via os cadáveres, uma montanha de cadáveres, azulados no frio. Eles ainda usavam os uniformes. Acho que fiquei louco. Mesmo eu não entendo o que aconteceu. Eu pensei: ‘Isso não me abala’. Eu não estava nem feliz, nem sofrendo, apenas olhei e achei natural”, comenta. Uma foto de Albert foi tirada há dois anos em frente ao portão de um dos blocos de Auschwitz, onde ele tocava com a orquestra. Ele voltou várias vezes ao campo, levando estudantes, para manter a memória do holocausto. Na nota, enviada do passado, ele vê uma lembrança do horror que testemunhou, mas que hoje muitos tentam negar que um dia existiu.
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