segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Policial militar é morto com tiro na cabeça no Cavaleiros, em Macaé

Segundo o comando da PM, há indícios de que o crime teria sido cometido por outro policial.

O policial militar Tiago Faria, de 28 anos, foi morto com um tiro na cabeça na madrugada de ontem (28) no bairro Cavaleiros. Segundo o comandante do 32º Batalhão de Polícia Militar de Macaé, Ramiro Campos, há indícios de que o crime teria sido cometido por um outro militar, identificado como  sargento Eduardo Pereira Neri, 27. Ontem, ele prestou depoimento no 32º BPM. O caso será investigado pela Justiça Militar. "Estamos colhendo depoimentos e existem indícios de um crime de competência da Justiça Militar".

Ainda de acordo com Ramiro, a arma do crime não foi encontrada e se ficar provado que o crime foi cometido pelo policial militar, ele será preso e encaminhado ao Batalhão Prisional, localizado no bairro Benfica, Rio de Janeiro.

Policial teria sido morto depois de uma discussão
 
De acordo com o Delegado de Polícia de Macaé, Filipe Poeys Lima, o crime foi passional, já que a briga teria acontecido por causa de uma mulher. "Os dois estavam de folga em um bar, quando a discussão foi iniciada. O sargento efetuou um tiro na cabeça do policial militar, que morreu na hora. Em seguida, o suspeito fugiu em um carro, se envolveu em um acidente no Parque Aeroporto, onde foi detido e levado ao batalhão", declarou Poeys. O delegado ressaltou ainda que há controvérsias quanto à investigação do caso, já que o crime teria sido passional. 

O comandante do 32º BPM, Ramiro Campos, afirmou que não existe nenhuma possibilidade do crime ser investigado pela Polícia Civil. "O artigo 9º do Código Penal Militar é bem claro e diz que militar contra militar, a competência é da Justiça Militar. Mas isso não quer dizer que mais à frente, no transcurso do inquérito, o caso seja encaminhado à Polícia Civil".

Campos negou que houve discussão entre os envolvidos. "Segundo os depoimentos, em momento algum houve discussão entre eles. Eles se encontraram em um bar, conversaram por mais ou menos dois minutos. Em momento algum houve briga. Temos várias linhas de raciocínio para apurar o caso, mas ainda é cedo para tirar qualquer conclusão."

Fonte: Daniela Bairros/O Debate


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