
A programação do Dia Nacional da Cultura em Macaé foi marcada por uma roda de conversa voltada a exaltar a importância histórica de Ricardo Meirelles. O evento ocorreu na Escola Estadual Matias Neto e contou com a participação de Mariana Meirelles, filha do professor, historiador, teatrólogo e figura política do município.
O encontro teve como objetivo principal aproximar os estudantes e a comunidade da trajetória do artista e educador, reforçando a identidade cultural da região norte fluminense. Durante a atividade, a importância da preservação da memória local foi o principal tema debatido entre os presentes.
Memória viva e reconhecimento cultural
Mariana Meirelles destacou a emoção de representar o pai em uma iniciativa que valoriza sua contribuição para a cidade. Segundo ela, manter esse legado ativo permite que as novas gerações conheçam a relevância de nomes que moldaram a cena artística e histórica de Macaé.
A criação do Corredor Cultural Ricardo Meirelles, oficializada pela Lei Municipal 4.760/2021, integra diversos pontos estratégicos da região central. Entre os locais que compõem o circuito estão o próprio Colégio Estadual Matias Neto, o Solar dos Mellos e a Sociedade Musical Nova Aurora.
Trajetória e projeção internacional
Nascido no Rio de Janeiro e morador de Macaé desde a infância, Ricardo Meirelles construiu uma carreira marcada pela resistência artística. Nos anos 1970, destacou-se na dramaturgia nacional com obras que enfrentaram a censura da época, como a peça 'Palácio dos Urubus'.
Além da dramaturgia, sua atuação como historiador e ex-diretor do Museu Solar dos Mellos contribuiu de forma definitiva para a salvaguarda da historiografia regional, incluindo publicações de destaque sobre o desenvolvimento econômico e portuário do município.
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