
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou como uma "vergonha" a retomada dos ataques da Ucrânia contra refinarias de petróleo em território russo. Em entrevista ao canal Newsmax, exibida na última quinta-feira (15), o mandatário americano afirmou que a estratégia ucraniana mantém os preços globais da energia em patamares elevados.
A declaração ocorre em um momento de tensão diplomática, após o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciar o abandono de um cessar-fogo que protegia instalações energéticas. O acordo, mediado por Trump, visava estabilizar o fornecimento global de combustíveis e reduzir a escalada do conflito iniciado em 2022.
Impacto no mercado global de energia
Para Trump, os ataques a refinarias de diesel, como a unidade da Rosneft atingida recentemente, prejudicam a economia mundial. "Tudo o que ele está fazendo é elevar o preço mundial do petróleo. Nós precisamos disso, o mundo precisa disso, então ele não está prestando um bom serviço ao mundo", declarou o presidente durante a entrevista.
A situação é agravada pelo histórico de ataques russos contra a infraestrutura elétrica da Ucrânia, que deixaram milhares de civis sem energia. Em resposta, Zelensky justificou a retomada das operações ofensivas contra alvos russos, sinalizando que a paciência de Kiev diante das tentativas de negociação com Moscou chegou ao limite.
Dificuldades na mediação do conflito
O governo americano segue tentando articular um acordo de paz definitivo para encerrar a guerra. No entanto, Trump reforçou sua percepção sobre a complexidade das relações entre os líderes envolvidos. Segundo o presidente dos EUA, a animosidade mútua entre Zelensky e Vladimir Putin é um obstáculo significativo para qualquer avanço diplomático.
"Não sou um grande admirador de Zelensky", pontuou Trump, acrescentando que considera o líder ucraniano mais difícil de lidar do que o presidente russo. Paralelamente às críticas políticas, a Ucrânia enfrenta desafios operacionais, incluindo relatos de restrições no uso de sistemas de satélites essenciais para comunicações e operações com drones, medidas que teriam sido ordenadas pela Casa Branca.
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