
Um poderoso terremoto de magnitude 7,7 sacudiu o Panamá nesta sexta-feira (9), provocando pânico generalizado e causando danos significativos a edifícios e infraestrutura em diversas regiões do centro do país, sem registro inicial de vítimas.
O tremor, sentido por cerca de um minuto, levou milhares de pessoas a abandonarem prédios na Cidade do Panamá e resultou no fechamento temporário do principal aeroporto e na interdição de rodovias, enquanto autoridades avaliam a extensão dos estragos.
Impacto e Destruição no Centro do País
O epicentro do terremoto foi registrado a apenas 10 km de Pitaloza Arriba, na província de Herrera, no centro-sul do Panamá, conforme dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). A magnitude inicial de 8 foi revisada para 7,7, um indicativo da força do abalo que surpreendeu a população.
Relatos de moradores descrevem cenas de horror e desespero. Juana Alveo, caixa de 38 anos em Penonomé, a 150 quilômetros da capital, descreveu o evento como “horrível, algo que não tínhamos vivido”. Em Penonomé, na província de Coclé, parte de um hotel desabou, e algumas igrejas também sofreram colapsos parciais, segundo imagens divulgadas pela imprensa local.
O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, afirmou que o país enfrenta um “desastre grande”, com estradas “totalmente destruídas” ou “completamente colapsadas”. Uma rodovia na província de Veraguas, por exemplo, apresentou rachaduras consideráveis. Em Pedasí, o prefeito Miguel Batista confirmou o desabamento de um prédio, danos estruturais em uma ponte e interrupção no fornecimento de energia elétrica.
Reações e Resposta das Autoridades
O pânico tomou conta da população, especialmente na Cidade do Panamá, onde tremores dessa intensidade não são comuns, ocorrendo geralmente na província de Chiriquí, na fronteira com a Costa Rica. Ariel Apolayo, educador de 46 anos, descreveu o sismo como uma “loucura”, com carros balançando e o tremor se intensificando rapidamente. Funcionários de fábricas em Santiago de Veraguas relataram ter corrido dos prédios enquanto cabos de energia balançavam.
As autoridades agiram rapidamente. O Canal do Panamá, vital para o comércio marítimo internacional, anunciou que opera com normalidade, mas equipes especializadas estão inspecionando suas instalações. O aeroporto de Tocumen, um importante centro de conexão aérea da América Latina, foi temporariamente fechado, e voos foram desviados como medida preventiva.
Omar Smith, diretor do Sistema Nacional de Proteção Civil (Sinaproc), confirmou que, preliminarmente, não há registro de vítimas, apenas de danos materiais. Equipes de defesa civil avaliam os estragos, principalmente nas regiões centrais de Herrera, Azuero, Veraguas e Los Santos.
O presidente Mulino pediu calma à população e anunciou o fechamento de repartições públicas e a suspensão das aulas em todo o país. Ele também instruiu a mobilização de pessoal e recursos para auxiliar os afetados e prevenir maiores problemas. O terremoto foi sentido até na vizinha Costa Rica, e mais de 80 réplicas já foram registradas, algumas de 6 graus, segundo Néstor Luqué, diretor do Instituto de Geociência da Universidade do Panamá. Um alerta de tsunami no Pacífico oriental, emitido inicialmente pelo USGS, foi posteriormente desativado.
Líderes de países como Colômbia, Equador e Guatemala manifestaram solidariedade e ofereceram ajuda ao Panamá, demonstrando a gravidade do ocorrido e a união regional em momentos de crise. Para mais informações sobre terremotos e sua ocorrência, você pode consultar o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
O Rio das Ostras Jornal acompanha os desdobramentos deste evento internacional.
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