
Rio de Janeiro - Carmem Lúcia Serafim, de 68 anos, vive a dor da perda de seu filho, Cleiton Serafim Gonçalves, sargento do Bope, morto durante a megaoperação no Complexo da Penha em outubro do ano passado. A operação, que resultou em 122 mortes, incluindo cinco policiais, deixou marcas profundas na família.
Carmem, residente do bairro Martins Costa, em Mendes, interior do Rio, ainda guarda as roupas do filho e mantém viva a esperança de um reencontro. A neta de 8 anos, filha de Cleiton, fala do pai como se ele ainda estivesse presente, e a família evita corrigir essa percepção para não aumentar a dor.
Impacto da perda
Carmem descreve o dia 28 de outubro de 2025 como interminável. Desde a notícia da morte de Cleiton, ela vive com a sensação de que o filho ainda voltará. A dor é constante, e a saudade é alimentada pelas lembranças do filho brincando com os cachorros ou preparando churrascos em família.
Operação sem resultados
A Operação Contenção foi investigada pela Delegacia de Homicídios da Capital, que indiciou 12 traficantes do Comando Vermelho. No entanto, a socióloga Carolina Grillo critica a falta de resultados efetivos para a segurança pública e a responsabilidade do Estado pela preservação da vida dos agentes.
Carmem busca forças na fé e no apoio psicológico para enfrentar a depressão que se intensificou após a perda. A história dela é um retrato da dor de muitas famílias que perderam entes queridos em operações policiais.
O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso.
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