
Um incêndio de grandes proporções atingiu a tradicional Casa de Farinha do Rio Pequeno, em Paraty, na noite deste domingo (18). O espaço, que preserva mais de um século de história da cultura caiçara no Estado do Rio de Janeiro, mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e causou forte comoção entre os moradores da comunidade local.
As chamas consumiram parte significativa das instalações de madeira e maquinários tradicionais utilizados no processamento de mandioca. Até o momento, não há informações oficiais sobre feridos, e a área precisou ser completamente isolada pelos militares para permitir o trabalho de rescaldo e a verificação estrutural do imóvel.
Incêndio mobiliza bombeiros e comunidade no Rio Pequeno
Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas imediatamente para combater o fogo e evitar que as chamas se alastrassem para áreas vizinhas de vegetação e moradias. Os socorristas permaneceram no local durante toda a ação, garantindo a extinção completa dos focos de calor.
Imagens registradas logo após o sinistro mostram vigas de madeira calcinadas, telhados danificados e escombros espalhados pelo chão da edificação rústica. As circunstâncias que deram início às chamas ainda são desconhecidas e serão apontadas oficialmente após a conclusão do laudo da perícia técnica.
Patrimônio caiçara e impacto na agricultura familiar
Com mais de 100 anos de existência, o espaço representa um dos maiores símbolos da identidade caiçara e da economia tradicional da Costa Verde fluminense. Além da relevância turística e histórica, a Casa de Farinha exerce um papel socioeconômico vital para dezenas de pequenos agricultores da localidade.
A estrutura é amplamente utilizada no processamento coletivo da mandioca, gerando farinha artesanal para o sustento de famílias locais e abastecendo inclusive programas da merenda escolar da rede pública municipal. A paralisação forçada das atividades gera apreensão direta no fornecimento regular de alimentos gerados pela agricultura familiar da comunidade.
Moradores cobram apuração rigorosa sobre o episódio
A destruição parcial da centenária edificação despertou forte repercussão social e pedidos urgentes de esclarecimento por parte das lideranças comunitárias. Em manifestações públicas, representantes locais lamentaram a perda material e cobraram atenção redobrada do poder público.
A comunidade reivindica que as autoridades investiguem a fundo todas as hipóteses sobre o incidente, inclusive avaliando o contexto de disputas territoriais existentes na região. Os moradores cobram ações coordenadas das instituições públicas para apurar possíveis responsabilidades e viabilizar planos emergenciais voltados à reconstrução deste importante patrimônio coletivo. Detalhes sobre os desdobramentos podem ser acompanhados na cobertura do portal O Dia sobre ocorrências no interior fluminense.
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