Descobrir os mistérios do Universo não precisa depender exclusivamente da visão. Estrelas, planetas e movimentos celestes também podem ser explorados por meio de experiências táteis, sonoras e outras formas de percepção. É essa possibilidade que orienta o curso gratuito “Astronomia de Olhos Fechados”, criado para pessoas cegas ou com baixa visão.
A iniciativa reúne 10 aulas com conteúdos teóricos e
atividades práticas adaptadas, mostrando que o conhecimento científico pode ser
construído por diferentes caminhos. O material busca aproximar o público da
Astronomia e ampliar a participação das pessoas com deficiência em espaços de
aprendizagem.
Idealizado por Guilherme Pereira, professor de Física do
Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), Campus Recife, o curso apresenta uma
proposta de ensino que procura tornar os fenômenos do Universo mais acessíveis,
sem limitar a experiência ao sentido da visão.
A formação também chama atenção para a importância de
ampliar as oportunidades de acesso à educação científica, permitindo que mais
pessoas conheçam, experimentem e compreendam temas que muitas vezes são apresentados
de maneira predominantemente visual.
Aulas gratuitas podem ser acompanhadas pela internet
O conteúdo de “Astronomia de Olhos Fechados” está disponível
gratuitamente no YouTube, em uma playlist com as aulas do curso. Não é
necessário fazer inscrição prévia para assistir aos vídeos por essa plataforma.
A iniciativa também integra o Portal de Cursos Abertos
(MOOC) do IFPE. Nessa modalidade, quem conclui o curso recebe o certificado
automaticamente, conforme as informações divulgadas pelo projeto.
Para acessar a plataforma de cursos, basta entrar em https://mooc.ead.ifpe.edu.br/. Os
interessados podem consultar as opções disponíveis e localizar a formação para
acompanhar as atividades.
Inclusão também precisa chegar ao ensino de Ciências
Além de coordenar o Núcleo de Astronomia e Física do IFPE
Recife, Guilherme Pereira defende a ampliação da presença das pessoas com
deficiência nos diferentes espaços de aprendizagem, incluindo a educação
científica.
A proposta é demonstrar que a acessibilidade pode abrir
novas possibilidades para o ensino e a divulgação da ciência. Com recursos
adaptados e experiências que mobilizam outros sentidos, conceitos sobre o
Universo podem ser apresentados de forma mais inclusiva.
O professor também incentiva o compartilhamento do curso
para que a iniciativa alcance mais pessoas cegas ou com baixa visão
interessadas em conhecer a Astronomia.
A formação gratuita representa uma oportunidade de aprender
no próprio ritmo, explorar novos conhecimentos e reforçar que o acesso à
ciência deve contemplar diferentes formas de perceber e compreender o mundo.

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!