
A capacitação em Libras voltada para profissionais da saúde foi encerrada na tarde desta quarta-feira (21), na Clínica da Mulher, localizada em Macaé. A iniciativa buscou aprimorar o atendimento na rede municipal e garantir maior inclusão para pacientes com deficiência auditiva, fortalecendo a assistência na Costa do Sol e em todo o Norte Fluminense.
Durante o treinamento, os participantes tiveram acesso a conteúdos introdutórios e específicos sobre comunicação gestual, incluindo alfabeto manual, cumprimentos, expressões faciais, adjetivos, pronomes, verbos e termos ligados à área de saúde. A ação conjunta reforça o compromisso com a acessibilidade no interior do Rio de Janeiro.
Parceria institucional e foco na saúde da mulher
A iniciativa ocorreu por meio de uma parceria entre a Coordenação-Geral de Políticas para Pessoas com Deficiência e o Centro Multidisciplinar da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O projeto teve início em meados de setembro, integrando as mobilizações do Setembro Surdo, e encerrou suas atividades durante o período de conscientização do Outubro Rosa.
A secretária de Atenção Básica, Daniela Bastos, pontuou que a capacitação surgiu após a identificação de barreiras comunicacionais em unidades de saúde do município, como o Hospital Público Municipal (HPM). A proposta da gestão municipal é expandir o aprendizado para outras unidades de atendimento da rede pública.
Acolhimento humanizado para pacientes surdas
A coordenadora-geral de Políticas para Pessoas com Deficiência, Caroline Mizurine, ressaltou que o vocabulário abordado foi direcionado especificamente para a ginecologia, uso de medicamentos e enfermidades que afetam o público feminino. O objetivo principal é assegurar que gestantes e pacientes surdas recebam acolhimento humanizado e digno.
O coordenador da Clínica da Mulher, Hugo Maia, reforçou que a formação acadêmica tradicional em saúde frequentemente negligencia o aprendizado de Libras. Para ele, a iniciativa preenche essa lacuna e viabiliza a integralidade no atendimento a gestantes de alto risco que utilizam a língua de sinais como primeira forma de comunicação.
Impacto positivo para servidores e familiares
Servidores públicos da rede municipal participaram das aulas com o intuito de qualificar o serviço prestado à população. A repercussão positiva da iniciativa alcançou servidores que vivenciam a realidade da surdez dentro dos próprios lares.
Fabiana Macedo, servidora da Secretaria de Desenvolvimento Social, Direitos Humanos, Acessibilidade e Economia Solidária e mãe de uma pessoa com surdez, celebrou a iniciativa. Para saber mais sobre ações inclusivas na região, acesse o portal da Prefeitura de Macaé.
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