Suspeito é preso em Cantagalo e leva polícia ao ponto onde teria descartado faca usada na morte de empresário | Rio das Ostras Jornal

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Suspeito é preso em Cantagalo e leva polícia ao ponto onde teria descartado faca usada na morte de empresário


A investigação sobre a morte do empresário Antônio José Belmont Saraiva, de 65 anos, ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (24), em Rio das Ostras. Matheus Pinheiro Bento foi preso pela Polícia Civil na casa da avó, em Cantagalo, e posteriormente levado pelos agentes até uma área próxima ao local onde o empresário foi encontrado morto.

Segundo a Polícia Civil, Matheus é apontado como um dos envolvidos diretamente na execução de Antônio José. Durante a diligência, ele teria indicado o ponto onde descartou a faca que, de acordo com a investigação, teria sido utilizada contra a vítima.

Em imagens divulgadas pela corporação, o suspeito aparece algemado acompanhando os policiais e apontando o local. Segundo a investigação, Matheus também teria afirmado que deixou suas próprias impressões digitais no objeto.

Investigação começou após pedido de resgate

O caso veio à tona depois que familiares comunicaram à polícia um possível sequestro. Segundo os relatos apresentados à investigação, criminosos teriam exigido R$ 10 mil para libertar o empresário.

Durante as negociações, a família recebeu imagens e vídeos de Antônio José amarrado dentro da própria residência. As buscas foram iniciadas enquanto os familiares tentavam atender às exigências feitas pelos criminosos.

A residência foi encontrada revirada e vazia. O celular do empresário também foi rastreado e, segundo a Polícia Civil, o sinal apontou para uma região próxima a um riacho, onde o aparelho teria sido descartado.

No dia 7 de agosto, Antônio José foi localizado morto em uma área de mata conhecida como Presidente Lula, em Cantagalo, nas proximidades de onde morava. A partir daí, a investigação passou a buscar a identificação e a participação de cada um dos envolvidos.

Operação Aqueronte já tem mais de uma prisão

A prisão de Matheus faz parte da Operação Aqueronte, conduzida pelo Grupo de Investigação Criminal (GIC) da 128ª Delegacia de Polícia de Rio das Ostras.

Outro investigado já havia sido preso durante a apuração. A Polícia Civil realizou a prisão em agosto, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo a investigação, o homem teria fornecido uma conta bancária que seria utilizada para receber o dinheiro exigido no suposto resgate.

A investigação também aponta Silas Barreto Lima, de 37 anos, como outro participante do crime. Segundo o delegado Luiz Maurício Armond Campos, Silas teria efetuado um disparo contra o empresário.

Os policiais chegaram a uma empresa em Macaé onde Silas estaria, mas, conforme a Polícia Civil, ele conseguiu fugir antes da chegada da equipe. As buscas para localizá-lo continuam.

Polícia continua apurando participação dos envolvidos

Com a prisão de Matheus e a localização indicada por ele, os investigadores passam a contar com mais um elemento para a apuração do homicídio. A eventual recuperação e análise da faca poderão contribuir para esclarecer a dinâmica do crime e verificar os vestígios relacionados ao objeto.

A Polícia Civil ainda trabalha para localizar Silas e esclarecer a participação individual dos investigados. As informações sobre autoria e responsabilidade criminal permanecem submetidas à investigação e às decisões da Justiça.

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