Problemas cardíacos levam esposa de Maduro a pedir prisão domiciliar nos EUA | Rio das Ostras Jornal

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Problemas cardíacos levam esposa de Maduro a pedir prisão domiciliar nos EUA

Problemas cardíacos levam esposa de Maduro a pedir prisão domiciliar nos EUA
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Cilia Flores, esposa do presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, solicitou à Justiça dos Estados Unidos, na quarta-feira (9), autorização para deixar a prisão federal. Detida em Nova York, ela busca aguardar o julgamento em regime domiciliar, alegando sérios problemas cardíacos.

Detida há mais de oito meses, Flores, de 69 anos, que antes era fisicamente saudável e não tomava medicação contínua, agora toma quatro remédios. Segundo a defesa, ela apresenta um quadro cardíaco que exige exames das artérias coronárias e uma intervenção médica. Os advogados argumentam que a estrutura prisional atual não oferece as condições necessárias para que ela receba o atendimento médico adequado.

Condições de saúde e proposta da defesa

Como alternativa à detenção em uma penitenciária, a defesa de Cilia Flores propôs que ela seja colocada em prisão domiciliar nos Estados Unidos. A sugestão inclui a submissão a regras rígidas, como vigilância armada durante 24 horas, monitoramento constante por tornozeleira eletrônica e a entrega de seu passaporte às autoridades americanas, garantindo assim que ela não represente risco de fuga.

Contexto político e acusações contra o casal

Figura influente do chavismo, Cilia Flores é advogada e construiu uma longa e notável carreira política na Venezuela. Ela foi deputada e presidiu a Assembleia Nacional entre 2006 e 2011, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo, além de assumir outras funções importantes no Estado. Sua relação com Nicolás Maduro data da década de 1990, e o casal formalizou a união em 2013.

O pedido de Flores surge poucos dias depois de Maduro solicitar que a Justiça americana rejeite as acusações de tráfico de drogas feitas contra ele, invocando sua imunidade como chefe de Estado. Contudo, os Estados Unidos não reconhecem Maduro como presidente venezuelano desde 2019, considerando suas reeleições em 2018 e 2024 como fraudulentas, uma posição compartilhada por diversos governos europeus e latino-americanos.

Cilia Flores e Nicolás Maduro estão detidos em uma prisão no Brooklyn desde uma operação militar dos Estados Unidos e aguardam julgamento por tráfico de drogas e outras acusações graves. No total, o casal enfrenta quatro acusações: conspiração para cometer “narcoterrorismo”, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração para possuir metralhadoras e dispositivos explosivos.

O julgamento do casal está marcado para começar em 1º de junho de 2027, conforme decisão de um tribunal federal de Nova York anunciada no fim de julho. Desde sua primeira audiência na Justiça americana, Maduro sustenta que foi “sequestrado” e afirma ser um “prisioneiro de guerra”.

As forças militares americanas capturaram o casal em Caracas em 3 de janeiro, em uma rápida operação que combinou forças navais, aéreas e terrestres para depor o homem que governava a Venezuela desde 2013. Segundo o texto original, desde então, o governo interino de Delcy Rodríguez assumiu o poder e estreitou os laços com Washington, que controla efetivamente as exportações do petróleo venezuelano.

O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso.

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