Presos estrangeiros fogem de Bangu 8 e são recapturados no Rio de Janeiro | Rio das Ostras Jornal

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Presos estrangeiros fogem de Bangu 8 e são recapturados no Rio de Janeiro

Presos estrangeiros fogem de Bangu 8 e são recapturados no Rio de Janeiro
Reprodução / temporealrj.com

A segurança do sistema prisional do Rio de Janeiro foi posta à prova na última sexta-feira (26) com a fuga de dois presos de alta periculosidade do Presídio Joaquim Ferreira de Souza, mais conhecido como Bangu 8, na Zona Oeste. O holandês Gerel Lusiano Palm e o colombiano Juan Estebán Avendaño Perez conseguiram escapar da unidade, mas a resposta rápida das forças de segurança resultou em sua recaptura em poucas horas.

A ação mobilizou intensamente equipes das polícias Penal, Civil e Federal, destacando a gravidade da situação. Os dois fugitivos, envolvidos em crimes de tráfico internacional de drogas e homicídio, representam um risco considerável e estavam sob custódia aguardando processos de extradição para seus países de origem.

A Ousada Fuga e a Recaptura Imediata

A fuga ocorreu de forma audaciosa. Os presos renderam um policial penal que estava em serviço pelo Regime Adicional de Serviço (RAS). Um deles aplicou um golpe conhecido como “mata-leão” no agente, conseguindo tomar sua arma. Em seguida, abordaram outro policial que estava em uma guarita nos fundos da unidade.

Com acesso à estrutura da guarita, os criminosos utilizaram uma corda improvisada, popularmente chamada de “tereza” no ambiente prisional, para escalar e escapar do presídio. A fuga culminou em uma área externa próxima a um lixão, e um dos policiais penais ficou ferido durante a ação.

As investigações preliminares apontam para uma estrutura de apoio montada do lado de fora da prisão. Cinco veículos supostamente ligados ao Comando Vermelho estariam posicionados na região, com a suspeita de que Palm seria levado para o Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio. Contudo, a rápida mobilização das forças de segurança impediu que o plano se concretizasse. Juan Estebán Avendaño Perez foi localizado primeiro, enquanto Gerel Lusiano Palm foi encontrado pouco depois, com o auxílio de um helicóptero da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil, garantindo a integridade da operação e a segurança da Região dos Lagos e do Norte Fluminense, que poderiam ser rotas de fuga.

Perfis dos Fugitivos e Histórico Criminal

Gerel Lusiano Palm, de nacionalidade holandesa, foi preso pela Polícia Federal em julho de 2021, em um apartamento na Barra da Tijuca. Ele figurava na lista de procurados da Interpol e também era alvo da DEA, a agência norte-americana de combate ao tráfico de drogas. Palm havia sido condenado na Holanda a 20 anos de prisão por tentativa de homicídio doloso e porte ilegal de arma de fogo, e estava no Brasil aguardando o processo de extradição.

Curiosamente, Palm era classificado como “faxina”, o que lhe permitia realizar atividades de trabalho dentro do presídio, um ponto que será alvo de investigação. Já o colombiano Juan Estebán Avendaño Perez foi condenado a 40 anos de prisão em seu país pelo assassinato de um policial em 2010. As investigações das polícias Civil e Federal indicam que ele teria ligações com o temido Cartel de Medellín e atuava como elo entre a organização e traficantes brasileiros. Juan foi capturado na comunidade da Muzema, também na Zona Oeste, em uma operação conjunta que envolveu as polícias Civil e Federal e a Interpol.

Investigação Aponta Falhas e Contestações

A Corregedoria da Secretaria de Estado de Polícia Penal já anunciou a instauração de um procedimento para apurar as circunstâncias da fuga. Serão analisados pontos cruciais como o acesso dos presos à guarita, a abordagem aos policiais e as condições que permitiram a evasão de uma unidade de segurança máxima. A investigação também buscará esclarecer por que Palm, considerado de alta periculosidade e com processo de extradição em andamento, tinha permissão para exercer atividades laborais dentro do presídio.

A defesa de Gerel Lusiano Palm, por sua vez, nega qualquer ligação do holandês com o Comando Vermelho ou outras organizações criminosas no Rio. Os advogados também contestam o processo de extradição e alegam que Palm tem sofrido agressões no sistema penitenciário. As informações foram divulgadas inicialmente pelo G1.

O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso e trará novas atualizações sobre as investigações e o desdobramento deste episódio que acende um alerta sobre a segurança prisional no estado.

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