Irã ataca base dos EUA na Jordânia e navios no Golfo, elevando tensão global | Rio das Ostras Jornal

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Irã ataca base dos EUA na Jordânia e navios no Golfo, elevando tensão global

Irã ataca base dos EUA na Jordânia e navios no Golfo, elevando tensão global

O mundo acompanha com apreensão a escalada de um conflito que pode ter repercussões globais. A Guarda Revolucionária do Irã anunciou nesta quarta-feira (9) ataques diretos contra uma base militar dos Estados Unidos localizada na Jordânia e contra quase 20 navios no Golfo. A ação, que eleva drasticamente a tensão internacional, é uma retaliação à destruição de cinco petroleiros iranianos por bombardeios do Exército americano.

Este novo capítulo de agressões marca um recrudescimento do cenário de instabilidade no Oriente Médio, com impactos que se estendem até a economia global, como a alta nos preços do petróleo. Para os moradores de Rio das Ostras, Macaé e toda a Região dos Lagos, a notícia é um lembrete da interconexão do mundo e de como eventos distantes podem influenciar o cotidiano, especialmente em uma região com forte ligação com a indústria petrolífera.

Escalada de ataques e o impacto no petróleo

A Guarda Revolucionária iraniana detalhou que os alvos incluíram instalações de manutenção e reparo, áreas de preparação e locais de decolagem de caças F-35, F-16 e F-15 na base americana na Jordânia. Segundo a agência estatal de notícias IRNA, os ataques infligiram “danos graves ao inimigo mal-intencionado”. Em resposta, o Exército da Jordânia informou ter interceptado 18 dos 20 mísseis iranianos, com os dois restantes caindo em áreas desabitadas.

Horas depois, a Guarda anunciou um novo ataque, desta vez contra dois navios americanos, oito petroleiros e outros 10 navios que tentavam atravessar o estratégico Estreito de Ormuz. A força de elite iraniana havia emitido um alerta a “todos os petroleiros presentes nos portos do Kuwait e do Bahrein, que abrigam terroristas e são cúmplices de suas maldades”, advertindo-os a abandonar seus navios sob risco de serem atacados.

A Agência de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) confirmou que “vários navios mercantes no norte do Golfo Árabe e no Golfo de Omã” foram “alvos de fogo, o que os deixou inoperantes, como parte da atividade militar em curso na região”. Um navio a 44 quilômetros do noroeste de Port Rashid, nos Emirados Árabes Unidos, estaria naufragando, possivelmente devido a um ataque.

Essa nova onda de agressões intensifica um conflito que teve início em fevereiro com bombardeios americanos e israelenses contra o Irã. Apesar de um acordo de cessar-fogo em abril, a troca de ataques na região do Golfo não cessou. A gravidade da situação empurrou os preços do petróleo para acima de 100 dólares por barril nesta quarta-feira, com o Brent do Mar do Norte, referência mundial, atingindo US$ 100,19 por alguns minutos.

Disputa pelo Estreito de Ormuz e sanções

Os ataques iranianos ocorrem após o Exército de Washington anunciar na terça-feira a destruição de cinco petroleiros iranianos, em retaliação a ataques recentes de Teerã contra um navio militar dos Estados Unidos. O Comando Central americano para o Oriente Médio (Centcom) afirmou que ordenou às tripulações que abandonassem as embarcações antes dos ataques.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, durante visita à Colômbia, declarou que “o Irã continua tentando atacar navios da Marinha dos Estados Unidos, e toda vez que fizer isso ou tentar fazê-lo, perderá petroleiros”. Em contrapartida, o comandante do Estado-Maior iraniano, general Ali Abdolahi, advertiu que “qualquer ataque contra petroleiros iranianos provocará bombardeios das Forças Armadas da República Islâmica do Irã contra as bases americanas na região”.

A tensão é agravada pela disputa no Estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária anunciou na terça-feira a captura de um submarino americano não tripulado no estreito, que Teerã mantém bloqueado desde o início da guerra. As forças americanas confirmaram que um de seus drones de “modelo antigo” sofreu uma pane na região, sem especificar se era o mesmo aparelho mencionado pelo Irã.

O Estreito de Ormuz, por onde trafegavam 20% das exportações mundiais de petróleo e gás natural liquefeito antes do conflito, está praticamente paralisado pelo Irã. As negociações para o controle do estreito permanecem estagnadas, com Teerã exigindo autorização para a travessia de navios, ideia rejeitada por Washington e outros países. O governo americano, que já impõe bloqueio aos portos iranianos, incluiu recentemente todo o setor aéreo iraniano em sua lista de sanções, ameaçando punir organizações que trabalhem com companhias aéreas da República Islâmica.

O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso e as repercussões deste conflito global.

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