Irã acusa EUA por ataque a casamento com 4 mortos e 35 feridos | Rio das Ostras Jornal

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Irã acusa EUA por ataque a casamento com 4 mortos e 35 feridos

Irã acusa EUA por ataque a casamento com 4 mortos e 35 feridos
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Um ataque aéreo dos Estados Unidos atingiu uma celebração de casamento no sul do Irã na terça-feira, 1º de setembro, resultando na morte de quatro pessoas e deixando outras 35 gravemente feridas. O incidente ocorreu no condado de Sirik, na província de Hormozgan, conforme relatado pela TV estatal iraniana.

Além da casa onde acontecia o casamento, o bombardeio americano também atingiu um cais de pesca e uma torre da Organização de Portos e Assuntos Marítimos na mesma região. A ação militar, que se estendeu a outros pontos estratégicos iranianos, provocou uma resposta imediata de Teerã, que lançou mísseis e drones contra alvos americanos em países do Golfo na mesma noite, prometendo “golpes esmagadores e devastadores”.

Escalada da Crise e Respostas

A ofensiva americana não se limitou a Sirik. Uma fábrica de farinha de peixe na ilha de Qeshm, situada no Estreito de Ormuz, e a cidade portuária de Bandar Abbas, que abriga instalações navais e da força aérea, também foram alvos. O aeroporto civil de Jiroft, na província de Kerman, no centro do Irã, foi atacado, mas sem vítimas ou danos significativos à infraestrutura, segundo a emissora estatal.

A retaliação iraniana veio após o ex-presidente Donald Trump ter emitido um alerta severo nas redes sociais, ameaçando o regime dos aiatolás com uma resposta “muito mais forte e em uma escala muito maior” caso houvesse qualquer reação aos disparos. Trump chegou a afirmar que o maior ataque ainda estaria “à espreita”, intensificando a retórica de confronto.

A investida americana ocorreu na sequência de um incidente na noite anterior, quando duas embarcações que transportavam petróleo da Arábia Saudita, aliada dos Estados Unidos na região, foram atingidas por projéteis de origem desconhecida enquanto navegavam pelo Estreito de Ormuz. Este estreito é uma rota marítima vital para o transporte global de petróleo, e sua segurança é um ponto de constante atrito na região.

Histórico de Hostilidades e Tentativas de Paz

Este recente episódio marca a segunda troca de disparos em um mês, interrompendo uma breve pausa nas hostilidades no Oriente Médio que durou cerca de um mês, desde junho. No final de semana anterior, ataques americanos já haviam atingido lançadores de foguetes iranianos na pequena ilha de Larak, com o objetivo declarado de impedir a instalação de mais minas marítimas no Estreito de Ormuz.

Em resposta, Teerã havia atacado alvos na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos, que, segundo o regime, abrigavam forças americanas. A escalada levou Trump a prometer bombardear o Irã fortemente, uma ameaça que se concretizou nesta terça-feira.

Paradoxalmente, horas antes dos ataques, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, havia feito um raro aceno diplomático. Em uma cúpula regional no Quirguistão, onde se encontraria com Vladimir Putin, Pezeshkian declarou que o Irã retomaria imediatamente seus compromissos para encerrar a guerra se os Estados Unidos voltassem ao protocolo de acordo assinado em junho, que estabelecia um cessar-fogo e um período de 60 dias para a diplomacia.

O memorando de entendimento de Islamabad, assinado em meados de junho por Teerã e Washington, visava pôr fim aos combates iniciados em 28 de fevereiro, que resultaram na morte do antigo líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. No entanto, o acordo foi rompido no início de julho, com a retomada das hostilidades, evidenciando a fragilidade dos esforços de paz na região.

O Rio das Ostras Jornal acompanha o desenrolar deste complexo cenário internacional.

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