Anvisa notifica Mercado Livre por venda de medicamentos controlados | Rio das Ostras Jornal

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Anvisa notifica Mercado Livre por venda de medicamentos controlados

Anvisa notifica Mercado Livre por venda de medicamentos controlados
Reprodução / moneytimes.com.br

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) notificou o Mercado Livre (MELI34) recentemente, após a plataforma iniciar a venda de medicamentos com prescrição e retenção de receita. A operação também inclui a entrada de farmácias no marketplace da companhia. A empresa tem até o dia 1º de outubro para atender às solicitações da agência reguladora e apresentar as informações exigidas.

A notificação da Anvisa exige que o Mercado Livre detalhe sua regularidade para exercer esse tipo de atividade, incluindo o cumprimento das exigências sanitárias aplicáveis a farmácias e drogarias. Além disso, a agência solicita informações sobre os procedimentos adotados para a conferência de receitas médicas e as regras de armazenamento e transporte dos medicamentos comercializados.

Exigências da Anvisa e Questionamentos do Setor

A agência de vigilância sanitária afirmou que não existe previsão de normativa que autorize a intermediação de marketplaces para a comercialização de medicamentos, conforme publicado pelo portal G1. Na ocasião, o Mercado Livre informou que ainda não havia sido notificado oficialmente sobre o caso.

A nova operação do Mercado Livre já havia sido questionada pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma). A entidade enviou um ofício à Anvisa na semana passada, solicitando esclarecimentos urgentes sobre a regularidade sanitária do modelo anunciado pela empresa, que gerou preocupações no setor farmacêutico.

Estratégia do Mercado Livre e Repercussão no Mercado

O gigante das vendas pela internet no Brasil iniciou a venda de medicamentos com prescrição e retenção de receita na última sexta-feira. No mercado financeiro, a recepção à notícia foi positiva, embora analistas tenham levantado dúvidas sobre a legalidade da operação. A expectativa é que essa nova frente represente uma importante fonte de receita para a companhia.

Segundo analistas do Itaú BBA, a nova fonte de receita replica modelos que a empresa já utiliza em outros países da América Latina, como México, Colômbia, Argentina e Chile. Eles destacam que a operação se assemelha mais ao modelo de plataformas de entrega como o iFood do que à logística própria de e-commerce do Mercado Livre. Isso porque os produtos continuarão sendo enviados diretamente das drogarias parceiras, e não dos centros de distribuição da companhia.

Inicialmente, o modelo terá foco na cidade de São Paulo, que, de acordo com estimativas do BBA, representa cerca de 8% do mercado de farmácias do Brasil. O plano do Mercado Livre é integrar pelo menos 20 redes de farmácias, reforçando a expectativa de que a plataforma dependerá predominantemente de um modelo 3P. Nesse formato, as farmácias parceiras permanecem responsáveis pela venda e estoque dos produtos, enquanto a empresa fornece tráfego, tecnologia e logística.

O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso e as próximas etapas da notificação da Anvisa ao Mercado Livre, com foco nos impactos para a Região dos Lagos e Norte Fluminense.

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