Anvisa aprova 14 novas canetas contra diabetes e obesidade com lançamento previsto para 2026 | Rio das Ostras Jornal

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Anvisa aprova 14 novas canetas contra diabetes e obesidade com lançamento previsto para 2026

Anvisa aprova 14 novas canetas contra diabetes e obesidade com lançamento previsto para 2026
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou uma significativa ampliação nas opções de medicamentos injetáveis disponíveis para o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. Em 2026, o mercado brasileiro recebeu o registro de 14 novas canetas, impulsionado, em parte, pela queda da patente de importantes substâncias.

Essa expansão inclui dez medicamentos à base de semaglutida, três de liraglutida e uma nova versão do Mounjaro (tirzepatida). A chegada desses novos produtos promete oferecer mais alternativas para pacientes em Rio das Ostras, Macaé e em toda a Região dos Lagos, mas especialistas alertam para a importância da orientação médica na escolha do tratamento adequado.

Mercado em Expansão e a Importância da Escolha Médica

A multiplicação de marcas no mercado não significa que todos os medicamentos sejam intercambiáveis ou que a decisão deva ser baseada apenas no preço. Segundo a endocrinologista Bruna Marinho, a seleção do medicamento ideal deve considerar o diagnóstico específico do paciente, a necessidade de perda de peso, a presença de outras comorbidades, os estudos clínicos disponíveis para cada produto e, crucialmente, a viabilidade de manter o tratamento a longo prazo.

Tanto a obesidade quanto o diabetes são condições crônicas que frequentemente exigem tratamento farmacológico contínuo por meses ou anos. Portanto, um medicamento com alto potencial de perda de peso, como o Mounjaro, pode não ser a melhor opção se o custo inviabilizar a adesão contínua do paciente. Os possíveis efeitos colaterais, como náuseas, dor abdominal e refluxo, também são fatores determinantes na definição do tratamento.

A endocrinologista Alana Rocha destaca que a avaliação das comorbidades é fundamental. “A gente precisa avaliar várias coisas, principalmente as comorbidades que o paciente possui. Se é um paciente obeso e diabético, se é um paciente obeso com problemas no fígado ou com problemas cardíacos. Nem sempre a transição é possível”, afirma Rocha, ressaltando a complexidade da decisão terapêutica.

Novas Opções de Semaglutida, Liraglutida e Tirzepatida

A principal mudança no cenário brasileiro ocorreu com a semaglutida, substância conhecida por marcas como Ozempic e Wegovy. A exclusividade da Novo Nordisk na fabricação desses medicamentos terminou em março de 2026, abrindo caminho para a entrada de outras farmacêuticas.

Em 26 de maio de 2026, a Anvisa aprovou o Ozivy, da EMS, o primeiro medicamento à base de semaglutida registrado após a queda da patente. Em 10 de julho, o Ozivy foi incluído na Lista de Medicamentos de Referência da Anvisa. Pouco depois, em 29 de julho, outros cinco medicamentos de semaglutida foram aprovados: Owozy (Ávita Care), Seemasun (Sun Farmacêutica), Zempneo (Brainfarma), Semavy (Cosmed) e Orsema (Ranbaxy), todos indicados para diabetes tipo 2.

Ainda em agosto de 2026, a EMS obteve o registro do primeiro genérico de semaglutida do país, seguido pelo Semaclique (Germed) e um segundo genérico da Germed. Em 31 de agosto, foi a vez do Yluméc, da EMS, registrado como similar. Os preços dos genéricos, por lei, devem ser no mínimo 35% inferiores aos de referência, tornando o tratamento mais acessível para a população do Norte Fluminense e da Costa do Sol.

A liraglutida, outra substância agonista do receptor de GLP-1, também ganhou novas opções. Em 1º de junho de 2026, a Anvisa aprovou a Liraclick (Germed). Na última terça-feira (8), dois genéricos de liraglutida da EMS foram aprovados para obesidade e diabetes tipo 2. Diferente da semaglutida e da tirzepatida, a liraglutida geralmente exige aplicação diária, o que, segundo o endocrinologista Júlio Américo Batatinha, pode reduzir sua preferência em comparação com medicamentos de uso semanal.

A tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro (Eli Lilly), atua sobre dois hormônios (GLP-1 e GIP) e é classificada como agonista duplo, apresentando alto potencial para perda de peso. Em 18 de março de 2026, a Anvisa aprovou a versão multidose do Mounjaro, que utiliza uma caneta reutilizável. A tirzepatida permanece sob patente no Brasil, sendo o Mounjaro a única opção disponível com essa substância.

Outra substância, a dulaglutida (Trulicity, Eli Lilly), também é um agonista de GLP-1, mas possui menor potência para redução de peso em comparação com a semaglutida e a tirzepatida, e ainda está protegida por patente, sem versões genéricas ou similares no país.

O Rio das Ostras Jornal acompanha o impacto dessas aprovações na saúde pública e na vida dos pacientes da região.

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