Polícia Civil do Rio prende chefes de quadrilha do CV em megaoperação contra sequestros | Rio das Ostras Jornal

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Polícia Civil do Rio prende chefes de quadrilha do CV em megaoperação contra sequestros

Polícia Civil do Rio prende chefes de quadrilha do CV em megaoperação contra sequestros
Imagem gerada com IA

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta sexta-feira, a segunda fase da Operação Argus, uma ação de grande porte que visa desarticular uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho (CV). O grupo é investigado por uma série de crimes graves, incluindo cárcere privado, extorsão e lavagem de dinheiro, praticados através de sequestros-relâmpagos que tinham como alvo comerciantes da Baixada Fluminense. A operação resultou na prisão de cinco pessoas, conforme informações divulgadas pelo RJ1, da TV Globo, e demonstra a atuação incisiva das forças de segurança no combate ao crime organizado que afeta a segurança de todo o estado, incluindo cidades como Rio das Ostras e Macaé, na Região dos Lagos e Norte Fluminense.

As equipes da 59ª Delegacia de Polícia (Duque de Caxias) e da Delegacia Antissequestro (DAS) estão cumprindo 14 mandados de prisão e mais de 30 de busca e apreensão. As diligências se estendem por diversos endereços em Nova Iguaçu, Duque de Caxias e Mesquita, na Baixada Fluminense, além da capital carioca e até mesmo no estado do Paraná, evidenciando a complexidade e o alcance da quadrilha. A operação conta com o apoio de agentes do Departamento-Geral de Polícia da Baixada Fluminense (DGPB) e do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE).

Estrutura Criminosa e Modus Operandi

As investigações detalhadas revelaram que a organização criminosa operava de forma altamente estruturada, com uma clara divisão de tarefas entre seus integrantes. As funções identificadas iam desde a captação e o monitoramento meticuloso das vítimas até a privação de sua liberdade, a obtenção forçada de dados e senhas bancárias, e, por fim, a movimentação e ocultação dos valores subtraídos. Essa estrutura complexa permitia ao grupo maximizar seus ganhos e dificultar o rastreamento pelas autoridades.

Entre os detidos nesta fase da Operação Argus está Carlos Eduardo Teodoro, conhecido como Arcanjo, apontado como o líder da organização criminosa. O delegado Márcio Esteves, da 59ª DP, destacou em entrevista que Arcanjo utilizava de forte ameaça e tortura para obrigar as vítimas a fornecerem todas as informações necessárias para a abertura de contas, transferências e saques dos valores. As vítimas eram frequentemente levadas para a comunidade Paula Ramos, no Rio Comprido, Zona Norte do Rio, um local controlado pelo Comando Vermelho. O tráfico de drogas na região, segundo a polícia, fornecia o cativeiro e a segurança para os criminosos, recebendo uma participação nos lucros dos sequestros.

Prejuízos Milionários e Alvos da Segunda Fase

Um dos casos emblemáticos que impulsionou a investigação ocorreu em março deste ano, quando uma vítima foi mantida refém por aproximadamente oito horas. Durante esse período, os criminosos usaram ameaças, inclusive com uma arma, para extrair senhas bancárias. O prejuízo financeiro identificado nesse único caso é estimado em cerca de R$ 500 mil. Na primeira fase da operação, três homens já haviam sido presos e uma vítima foi libertada do cativeiro por policiais da DAS e da 59ª DP.

Nesta segunda fase, os agentes buscam não apenas efetuar prisões, mas também apreender armas, munição, dispositivos eletrônicos, documentos financeiros, dinheiro em espécie, bens de luxo e veículos de alto padrão. O objetivo é aprofundar o levantamento da estrutura financeira da organização criminosa e identificar outros indivíduos envolvidos nos crimes, desmantelando completamente a rede de extorsão.

A investigação revelou que a quadrilha era segmentada em diferentes grupos. Os sequestradores, que atualmente estão foragidos, foram identificados como Erick Ribeiro de Azeredo Geraldo, Alex de Oliveira do Nascimento e Cauã Victor Ribeiro. Os dois primeiros seriam responsáveis por monitorar as vítimas e conduzi-las aos cativeiros. Nascimento, inclusive, é ex-presidente da associação de moradores da Paula Ramos e teria seu carro utilizado para transportar as vítimas. O núcleo financeiro, responsável por recrutar donos de contas para onde o dinheiro era transferido, era composto por Sidarque Apolo Costa, Lucas Barbosa dos Santos e Rafael Amaral Rodrigues Maia, todos presos. Um empresário, Fábio de Noronha Barcelos, também foi detido, acusado de emitir R$ 50 mil em boletos para que a quadrilha lavasse o dinheiro das vítimas. Toda a movimentação financeira era realizada através de aplicativos bancários e conversas, onde exigiam o dinheiro do resgate da família e da própria vítima.

O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso, que ressalta a importância da atuação policial coordenada para garantir a segurança da população em todo o Interior do RJ e na Costa do Sol.

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