Febre do Nilo Ocidental: São Paulo registra primeiros casos humanos e liga alerta no Sudeste | Rio das Ostras Jornal

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Febre do Nilo Ocidental: São Paulo registra primeiros casos humanos e liga alerta no Sudeste

Febre do Nilo Ocidental: São Paulo registra primeiros casos humanos e liga alerta no Sudeste
Imagem gerada com IA

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou nesta segunda-feira (24) os dois primeiros casos humanos de Febre do Nilo Ocidental (FNO) na história do estado. A notícia acende um alerta para a saúde pública em todo o Sudeste, incluindo cidades como Rio das Ostras e Macaé, na Região dos Lagos, que compartilham características climáticas e ambientais favoráveis à proliferação de mosquitos vetores.

Uma mulher de 34 anos, residente em Ribeirão Preto, já está curada após um histórico recente de viagem à região amazônica. O outro caso envolve uma jovem de 18 anos, moradora de São José do Rio Preto, que permanece internada sob cuidados médicos. As investigações para identificar o local provável de infecção estão em andamento, conduzidas pelas equipes de vigilância epidemiológica municipais e estaduais.

As confirmações foram realizadas por meio de exames laboratoriais detalhados do Instituto Adolfo Lutz, e os casos foram devidamente notificados ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), garantindo o monitoramento e controle da situação.

O que é a Febre do Nilo Ocidental?

A Febre do Nilo Ocidental é uma infecção viral aguda causada por um arbovírus, pertencente ao mesmo grupo de vírus responsáveis por doenças já conhecidas no Brasil, como dengue, Zika, chikungunya e febre amarela. Embora os casos humanos sejam raros, a confirmação em São Paulo reforça a necessidade de vigilância constante e de medidas preventivas.

A doença foi identificada pela primeira vez em Uganda, na região do Nilo Ocidental, em 1937, e desde então se espalhou por diversas partes do mundo. No Brasil, a presença do vírus já havia sido detectada em animais, mas os registros em humanos são um marco preocupante para as autoridades de saúde.

Transmissão e sintomas da doença

A transmissão da FNO ocorre principalmente pela picada do mosquito do gênero Culex — popularmente conhecido como pernilongo ou muriçoca. O mosquito adquire o vírus ao se alimentar de aves infectadas, que são os hospedeiros naturais do vírus, e posteriormente o transmite aos humanos e outros mamíferos.

Cerca de 80% das pessoas infectadas pelo vírus do Nilo Ocidental são assintomáticas. No entanto, aproximadamente 20% desenvolvem sintomas, que podem variar de quadros leves a graves. Os sintomas mais comuns incluem febre, dor de cabeça, fadiga, dores musculares, erupções cutâneas e inchaço dos gânglios linfáticos.

Em casos mais severos, a doença pode evoluir para formas graves com comprometimento do sistema nervoso central ou periférico, causando encefalite (inflamação do cérebro), meningite (inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal) ou paralisia flácida aguda. Essas complicações são raras, mas podem ser fatais.

Prevenção: o papel da comunidade na Região dos Lagos

Apesar dos casos terem sido confirmados em São Paulo, a presença do mosquito Culex é comum em todo o território brasileiro, incluindo o Norte Fluminense e a Costa do Sol. Por isso, as medidas de prevenção são as mesmas adotadas contra a dengue e outras arboviroses.

É fundamental eliminar focos de água parada, onde os mosquitos se reproduzem, como vasos de plantas, pneus, calhas entupidas e recipientes que possam acumular água. O uso de repelentes, telas em janelas e portas, e roupas que cubram a maior parte do corpo também são recomendados, especialmente em áreas com maior incidência de mosquitos.

A conscientização da população e a ação conjunta com as autoridades de saúde são essenciais para evitar a proliferação do mosquito e, consequentemente, a transmissão de doenças como a Febre do Nilo Ocidental. Para mais informações, consulte o Ministério da Saúde.

O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso e as recomendações das autoridades de saúde para a Região dos Lagos e o interior do RJ.

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