Falta de luz no Rio: 124 mil imóveis seguem sem energia após vendaval | Rio das Ostras Jornal

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Falta de luz no Rio: 124 mil imóveis seguem sem energia após vendaval

Falta de luz no Rio: 124 mil imóveis seguem sem energia após vendaval
Foto: Edilson Dantas/Agência O Globo

Quase 40 horas após o forte vendaval que atingiu o estado do Rio de Janeiro na última quarta-feira, cerca de 124 mil clientes da Light permanecem sem energia elétrica. A concessionária atua na reconstrução de trechos da rede danificados pelo temporal, que deixou três mortos e provocou a queda de cerca de 220 árvores na capital fluminense, gerando um cenário de transtornos generalizados para a população.

A normalização do serviço entrou em uma fase considerada mais complexa pela Light, com equipes concentradas em áreas críticas da Zona Oeste e da Baixada Fluminense. Moradores enfrentam dificuldades que vão desde a conservação de alimentos e medicamentos até a interrupção no abastecimento de água, impactando diretamente a rotina de milhares de famílias no Rio de Janeiro e em municípios vizinhos.

Esforço da Light para Restabelecimento da Energia

Mais de dois mil colaboradores da Light estão mobilizados em uma força-tarefa ininterrupta para restabelecer o fornecimento de energia. Em diversos pontos, os danos exigem a substituição de postes, cabos e outros equipamentos essenciais, além da remoção de árvores e de objetos que caíram sobre a fiação, como telhas e até caixas-d'água. Este trabalho é crucial para mitigar os impactos do vendaval que assolou a capital e o Interior do RJ.

Os trabalhos estão concentrados principalmente nas áreas mais atingidas da Zona Oeste, com destaque para bairros como Campo Grande, Bangu, Jacarepaguá, Santa Cruz e Recreio. Na Baixada Fluminense, os municípios de Nova Iguaçu e Duque de Caxias são os mais afetados, onde a população aguarda ansiosamente pelo retorno da eletricidade. A situação demanda um esforço contínuo para reverter o quadro de falta de luz.

Impacto Direto na Vida dos Moradores e Comércio

A ausência de energia elétrica tem gerado situações dramáticas. Luciana Gomes, de 32 anos, moradora da Maré, relata a preocupação com a conservação de sua insulina, medicamento que exige refrigeração constante. Ela já gastou quase R$ 200 com gelo para manter a medicação na temperatura certa, um gasto inesperado que pesa no orçamento familiar.

Em outra residência, uma cuidadora enfrenta dificuldades para assistir uma idosa de 80 anos, que sente muito calor e fica agitada sem ventilação. A falta de iluminação e o comprometimento de alimentos perecíveis alteraram completamente a rotina. No comércio, José Luis Santos, dono de uma mercearia em Campo Grande, calcula perdas significativas com iogurtes, frios e congelados, além da queda no movimento de clientes.

Para muitas famílias, a falta de energia trouxe uma sequência de transtornos. Moradores de Jacarepaguá, por exemplo, tiveram que descartar alimentos estragados e estão gastando com marmitas, acumulando prejuízos. A situação evidencia a dependência da energia elétrica para as atividades básicas do dia a dia e a fragilidade diante de eventos climáticos extremos.

Abastecimento de Água Comprometido na Capital

A interrupção no fornecimento de energia elétrica também afetou a distribuição de água para algumas regiões do Rio de Janeiro. A Rio+Saneamento informou que 18 sistemas de bombeamento estão com o funcionamento comprometido, impactando o abastecimento, principalmente em áreas elevadas e nas pontas de rede. Localidades como Campo Grande, Pedra de Guaratiba, Sepetiba, Inhoaíba e Cosmos estão entre as afetadas.

A concessionária acionou a Light e o abastecimento está sendo normalizado de forma gradual, à medida que a energia elétrica é restabelecida. A Rio+Saneamento ampliou a disponibilidade de caminhões-pipa para atendimento, priorizando serviços essenciais como unidades de saúde. Clientes podem entrar em contato pelos canais de atendimento da concessionária, como o telefone e WhatsApp 0800 772 1025 ou o site oficial www.riomaissaneamento.com.br.

O Rastro de Destruição do Vendaval e a Situação na Região

O temporal foi provocado por rajadas de vento que ultrapassaram os 100 km/h, deixando um rastro de destruição e provocando três mortes. Em Santa Teresa, um muro desabou sobre a Rua Doutor Júlio Otoni, vitimando o ex-jogador do Botafogo Tássio Maia dos Santos, de 41 anos, e Vandré Cordeiro da Silva. A terceira vítima foi um pescador que desapareceu após o naufrágio de uma embarcação em Tarituba, Paraty, na Costa Verde.

Na área de concessão da Enel Rio, a situação é diferente. A distribuidora informou que restabeleceu o fornecimento para 98% dos clientes afetados pelos fortes ventos até a manhã desta sexta-feira. A região mais impactada foi a Costa Verde, especialmente os municípios de Paraty, Angra dos Reis e Mangaratiba, onde a queda de dezenas de árvores sobre ruas e rodovias danificou a rede elétrica e dificultou o acesso das equipes. A Enel triplicou o número de equipes em campo, com reforço de veículos e equipamentos para acelerar a normalização do serviço em sua área de atuação, que abrange parte do Norte Fluminense e da Região dos Lagos.

O Rio das Ostras Jornal segue acompanhando de perto a situação da falta de luz e os desdobramentos do vendaval na capital e em toda a Região dos Lagos.

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