
O elenco da Ponte Preta, tradicional clube de Campinas, paralisou suas atividades nesta quarta-feira, 26 de agosto de 2026, em protesto contra o atraso no pagamento de salários e direitos de imagem. A situação afeta parte do grupo há cerca de seis meses, gerando uma crise interna. A decisão foi tomada após o prazo final dado à diretoria para regularizar as pendências expirar sem que os valores fossem quitados.
Os atletas se apresentaram no Centro de Treinamento do Jardim Eulina pela manhã, mas deixaram o local por volta das 8h50 sem realizar o treinamento programado. A paralisação coloca em xeque a preparação da equipe para o próximo compromisso pela Série B do Campeonato Brasileiro, marcado para domingo (30) contra o América, em Belo Horizonte.
Diante da persistente falta de pagamento, que se arrasta por meses, os jogadores buscaram respaldo jurídico antes de formalizar a drástica decisão. Em uma nota conjunta, assinada por todos os atletas, o elenco expressou fortes críticas à diretoria, alegando sentir-se completamente abandonado pela atual gestão do clube. A situação gera preocupação não apenas em Campinas, mas entre os fãs de futebol em todo o Interior do RJ e Região dos Lagos, que acompanham de perto os desdobramentos do Campeonato Brasileiro.
A nota dos atletas também faz menção explícita ao parágrafo 5º do artigo 90 da Lei Geral do Esporte. Este dispositivo legal assegura ao atleta profissional o direito de recusar-se a competir ou paralisar suas atividades quando os salários estiverem em atraso por dois meses ou mais. Essa base jurídica reforça a legitimidade da atitude dos jogadores diante da crise.
Os atletas enfatizaram que a decisão de paralisar as atividades não foi tomada de forma precipitada, mas sim após semanas e até meses de espera por uma solução, sempre com o objetivo de respeitar a torcida e a própria instituição da Associação Atlética Ponte Preta. A paralisação, portanto, é vista como um último e inevitável recurso diante do que consideram um descaso inaceitável por parte da administração.
Até o momento, a diretoria da Ponte Preta não se manifestou publicamente sobre a paralisação do elenco, mantendo silêncio sobre a crise. A ausência de um posicionamento oficial agrava a incerteza sobre o futuro imediato da equipe e a resolução da grave situação financeira que afeta o clube, gerando apreensão para o próximo jogo da Série B.
O Rio das Ostras Jornal acompanha a repercussão desta crise no futebol brasileiro.
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