
A Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réus, nesta quarta-feira (5), Larissa Monteiro da Costa e Bruno Lucas Ribeiro da Silva. O casal é acusado de matar o próprio filho recém-nascido e ocultar o corpo em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
O crime, que chocou a população da Região dos Lagos e do Norte Fluminense, teria ocorrido em 25 de julho, na residência onde os dois viviam. A decisão judicial marca o início do processo criminal contra os acusados.
Detalhes do Crime e a Descoberta
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), a criança foi morta por asfixia logo após o parto. Após constatarem a morte do bebê, Bruno e Larissa teriam agido em conjunto para ocultar o corpo, uma ação que visava impedir a localização e dificultar a descoberta do homicídio.
O corpo do recém-nascido foi encontrado em sacolas plásticas, envolto em uma camiseta, e enterrado nos fundos do terreno da residência do casal. A brutalidade do ato e a tentativa de esconder as evidências são pontos centrais da acusação.
A descoberta do crime ocorreu quando Larissa passou mal e precisou procurar atendimento médico. Uma profissional de saúde, atenta aos sinais, identificou que ela havia dado à luz recentemente e prontamente acionou as autoridades. Este foi o ponto de virada que levou à investigação e à elucidação dos fatos pela Polícia Civil.
Motivação e Acusações
Em depoimento à Polícia Civil, tanto Bruno quanto Larissa confirmaram a autoria do crime. A motivação, segundo as investigações, teria sido a rejeição ao nascimento da criança e o desejo de ambos em evitar as responsabilidades inerentes à paternidade e maternidade.
O MPRJ enquadrou o crime como homicídio qualificado, com agravantes de motivo torpe, emprego de asfixia e por ter sido cometido contra menor de 14 anos. Além disso, o casal também responde pelo crime de ocultação de cadáver, o que adiciona gravidade às acusações.
Larissa e Bruno permanecem presos preventivamente, aguardando o desenrolar do processo judicial. Como o caso está na fase inicial, os acusados têm garantido o direito ao contraditório e à ampla defesa, conforme preceitua a legislação brasileira.
O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso, que repercute em todo o Interior do RJ, e trará atualizações sobre o andamento do processo na Justiça.
Para mais informações sobre casos semelhantes na região, consulte notícias da Gazeta Brasil.
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