
O cabeleireiro Robson Souza e seu salão Creative Beauty acionaram a influenciadora Malévola Alves na Justiça. A ação, distribuída no início de agosto, pede R$ 100 mil por danos morais e materiais após uma polêmica com valores de um procedimento capilar e acusações públicas.
A controvérsia, que repercutiu amplamente e chegou à Região dos Lagos, teve início em abril. Malévola realizou uma transformação no visual e contestou o valor final do serviço. Ela alegou que o orçamento inicial de R$ 2,8 mil saltou para R$ 6 mil com procedimentos não solicitados. O profissional, por sua vez, defendeu que o preço correspondeu às cerca de dez horas de trabalho e aos serviços realizados e aprovados durante o atendimento.
Acusações de difamação e exposição pública
Nos autos do processo, aos quais a coluna Fábia Oliveira do Metrópoles teve acesso, os autores sustentam que a influenciadora foi previamente informada de todos os procedimentos e seus respectivos valores. Eles afirmam que, após o atendimento, Malévola utilizou suas redes sociais para expor sua insatisfação, acusando-os de cobrar valores excedentes.
A defesa de Robson Souza e do Creative Beauty acusa Malévola de exceder os limites da crítica, chamando o cabeleireiro de “golpista”, “mafioso” e “ladrão”. Além disso, a influenciadora teria acusado o estabelecimento de “golpe e extorsão”, gerando uma onda de ataques e hostilidade que impactou a reputação do salão na Costa do Sol.
Protestos, ameaças e impacto financeiro
O processo detalha que Malévola teria levado um grupo de pessoas, incluindo seguranças particulares, para um “protesto” na porta do salão. Funcionários teriam se escondido por receio de agressões. Há também a alegação de ameaças públicas, com a influenciadora afirmando que “acabaria com a raça” do profissional e que “quebraria o salão”.
O cabeleireiro e o salão argumentam que o episódio acarretou prejuízo empresarial significativo. Houve cancelamento de agendamentos, afastamento de novos clientes, uma onda de ataques e a restrição temporária do contato comercial no WhatsApp. As perdas também teriam afetado diretamente o faturamento do negócio, com reflexos para o setor de beleza no Norte Fluminense.
Pedidos de indenização e liminar
Robson Souza e o Creative Beauty solicitaram uma liminar para que Malévola seja proibida de citá-los ou mencioná-los em suas plataformas. Eles também pedem a remoção imediata de todas as publicações em que faça referência a eles e ao ocorrido.
Além da liminar, os autores pleiteiam uma indenização por danos morais de, no mínimo, R$ 50 mil para cada um, totalizando R$ 100 mil. Também foi solicitado o pagamento de indenização por danos materiais, referentes aos lucros cessantes — os ganhos que o empreendimento teria deixado de receber por conta dos fatos —, em valor a ser apurado após eventual sentença condenatória.
O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso.
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