
A influencer brasileira Cris Galera, conhecida por sua atuação na criação de conteúdo adulto, teve seu pedido de aluguel de um imóvel negado em Colchester, na Inglaterra. A recusa, ocorrida recentemente, foi justificada pela imobiliária com base na natureza de sua profissão, gerando debate sobre preconceito no mercado imobiliário internacional.
Morando em Londres desde 2024 e buscando uma vida mais tranquila no interior, Cris Galera apresentou todos os comprovantes de renda, referências e a documentação exigida para a locação. O processo transcorria normalmente até que a imobiliária comunicou, por escrito, que sua atividade profissional representava uma preocupação para o proprietário do imóvel.
Recusa por fonte de renda
A mensagem oficial da imobiliária foi explícita: “Temos preocupação quanto à sua fonte de renda, particularmente a criação de conteúdo adulto, incluindo declarações de impostos e comprovante de envio”. Essa justificativa levantou questões sobre a discriminação enfrentada por profissionais de certas áreas no mercado de aluguel.
Cris Galera expressou sua frustração com a situação. “Foi muito frustrante. Eu tinha renda comprovada, referências e cumpria todas as exigências. Mesmo assim, meu trabalho foi colocado como um problema, e o aluguel acabou sendo recusado”, desabafou a brasileira. Ela acredita que sua presença nas redes sociais, com fotos de biquíni e conteúdo relacionado ao seu trabalho, também influenciou a decisão.
“Tenho a sensação de que, quando pesquisavam meu nome e encontravam minhas redes sociais, deixava de importar que eu tinha condições de pagar o aluguel. Era como se a minha imagem falasse mais alto do que toda a documentação que eu apresentei”, declarou a influencer, que agora tenta reaver as 2.500 libras (equivalente a cerca de R$ 17,2 mil) pagas como caução.
Impacto e busca por moradia
O caso de Cris Galera destaca um desafio enfrentado por muitos profissionais que atuam em nichos específicos, onde a percepção pública sobre a profissão pode gerar barreiras em serviços básicos como a moradia. A situação levanta um alerta para a necessidade de maior clareza e transparência nos critérios de avaliação de locação, evitando julgamentos baseados em preconceitos.
Apesar do revés, a brasileira afirmou que não desistiu de Colchester e continua sua busca por um imóvel na região. O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso, que reflete discussões importantes sobre inclusão e direitos de moradia para profissionais de diversas áreas, inclusive na Região dos Lagos e Norte Fluminense, onde a diversidade de profissões é crescente. Para mais informações sobre notícias internacionais, consulte fontes confiáveis como a BBC News Brasil.
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