Policial é morto em ataque a tiros contra viatura na Zona Norte do Rio | Rio das Ostras Jornal

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Policial é morto em ataque a tiros contra viatura na Zona Norte do Rio

Imagem gerada com IA
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Um policial civil foi brutalmente assassinado em um ataque a tiros contra uma viatura descaracterizada na Zona Norte do Rio de Janeiro. O agente Carlos Alberto Freire Neto, de 35 anos, dirigia o veículo da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) quando foi emboscado por criminosos na comunidade dos Prédinhos, em Guadalupe, nesta quarta-feira. Mesmo ferido na cabeça, ele conseguiu dirigir por cerca de 150 metros, uma manobra que pode ter salvado a vida de outros três colegas.

O veículo, um Nissan branco, foi atingido por múltiplos disparos. Após o impacto na cabeça, Carlos Alberto ainda conseguiu conduzir o carro pela pista lateral da Avenida Brasil, parando apenas ao colidir com um muro na pista central. A ação heroica do policial permitiu que os outros ocupantes, incluindo uma inspetora baleada na perna, tivessem uma chance de sobrevivência. Policiais penais que passavam pelo local auxiliaram no confronto, trocando tiros com os agressores que fugiram.

A Emboscada e o Cenário de Risco

Os agentes da DHBF realizavam um trabalho de inteligência e reconhecimento na área quando entraram na Rua da Jaqueira, que dá acesso à comunidade. Logo nos primeiros metros, uma placa afixada em um poste alertava: "Atenção: abaixe os faróis, acenda a luz interna e abaixe os vidros". Não se sabe se os policiais notaram o aviso antes do ataque.

Ao se depararem com uma valeta com pneus, improvisada como barricada, os policiais manobraram para retornar à Avenida Brasil. Foi nesse momento que criminosos armados efetuaram os disparos de pistola. A perícia indicou que pelo menos quatro tiros atingiram o Nissan descaracterizado, resultando na trágica morte do agente.

A Reação da Polícia e a Busca por Justiça

Os policiais feridos foram socorridos e levados ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo. Infelizmente, Carlos Alberto Freire Neto não resistiu aos ferimentos e faleceu. A Polícia Civil classificou o ataque como "covarde" e mobilizou dezenas de viaturas, além de dois helicópteros da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), para uma operação de emergência na favela.

O delegado Carlos Oliveira, subsecretário de Planejamento e Integração Operacional da Polícia Civil, garantiu que a corporação está empenhada em localizar os responsáveis. Durante a ação, dois suspeitos foram conduzidos à Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e quatro pessoas foram presas. A DHC está encarregada de investigar o ataque praticado por traficantes do Muquiço.

Oliveira afirmou que a apuração é profunda para confirmar a participação dos detidos. "Vamos mostrar à população que os responsáveis por esse ato covarde serão capturados", declarou o subsecretário, reforçando o compromisso com a justiça.

Apreensões e o Perfil do Tráfico Local

No decorrer da tarde, policiais civis realizaram apreensões na favela, encontrando uma espada, frascos vazios de lança-perfume, rádios de comunicação e cintos próprios para armazenar munição. A polícia vai investigar se a espada apreendida pertencia a Bruno da Silva Loureiro, de 43 anos, conhecido como Coronel do Muquiço.

Bruno é apontado como chefe do tráfico na comunidade e foi preso no mês passado. Ele é acusado de ordenar execuções e controlar territórios da facção Terceiro Comando Puro (TCP), além de ser investigado por crimes de extrema violência, como o assassinato de uma jovem de 22 anos espancada até a morte por se recusar a sair de um baile funk com o traficante.

O Impacto na Comunidade e a Memória do Policial

A Comunidade dos Prédinhos, um conjunto residencial da década de 1950, tem sofrido com a violência. Muitos moradores já deixaram o local, e alguns prédios, que abrigavam parentes de militares do Exército, estão quase vazios. Uma viatura militar foi vista entrando em um dos edifícios, evidenciando a tensão na área.

O oficial de polícia Carlos Alberto Freire Neto, que ingressou na instituição em dezembro de 2023 e estava na DHBF desde maio, deixa a esposa e dois filhos. Sua morte representa uma perda irreparável para a corporação e para a segurança pública do Rio de Janeiro, um estado que segue em alerta contra a criminalidade. Para informações atualizadas sobre a segurança pública no estado, consulte portais de notícias como a Globo Notícias Rio.

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