IML mantém corpo de Berenice para identificação final em caso de homicídio suspeito | Rio das Ostras Jornal

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IML mantém corpo de Berenice para identificação final em caso de homicídio suspeito

IML mantém corpo de Berenice para identificação final em caso de homicídio suspeito
Imagem gerada com IA

O corpo de Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, permanece no Instituto Médico Legal (IML) por até três dias para a conclusão da identificação oficial. O filho da cozinheira, desaparecida desde 30 de junho em Ubatuba, fez um reconhecimento inicial por uma tatuagem.

A patroa de Berenice, Eliane Alves dos Santos, de 46 anos, está presa temporariamente sob suspeita de homicídio. O cadáver foi encontrado em uma área mapeada pela rota do veículo de Eliane, e seu avançado estado de decomposição dificulta o trabalho dos peritos em Ubatuba, no Norte Fluminense.

Desafios na Identificação do Corpo

O processo de identificação no IML é complexo devido ao estado avançado de decomposição do corpo. Inicialmente, os peritos tentam identificar a vítima por meio das impressões digitais. Caso essa abordagem não seja conclusiva, o próximo passo envolve a comparação da arcada dentária. Se ambos os métodos falharem, será realizado um exame de DNA para confirmar a identidade de Berenice Ramos de Aguiar.

A estimativa é que todo o trabalho pericial seja finalizado em aproximadamente três dias, e o corpo não deve ser liberado antes disso. A informação foi confirmada à repórter Bruna Capasciutti, da Rede Vanguarda, destacando a complexidade do caso que mobiliza a Região dos Lagos e Vale do Paraíba.

Evidências e Contradições na Investigação

A investigação do desaparecimento da cozinheira ganhou novos elementos com a confirmação de vestígios de sangue na caminhonete da patroa, Eliane Alves dos Santos. Testes com luminol revelaram a presença de sangue, com maior concentração no banco do carona do veículo. O luminol, um reagente químico, é crucial para detectar vestígios invisíveis a olho nu, tornando-se azul fluorescente na presença de sangue.

Além disso, câmeras de segurança e radares registraram inconsistências no depoimento da empresária. Em um primeiro momento, ela afirmou ter deixado Berenice no bairro Toninhas. Depois, disse que a cozinheira desembarcou no trevo de Ubatumirim e seguiria sozinha para o bairro. À polícia, também declarou que voltou para casa após a carona. No entanto, imagens mostram seu veículo passando pela Estrada do Pasto Grande e seguindo em direção a Paraty (RJ), contrariando sua versão.

O Confronto do Filho e a Prisão da Patroa

Um áudio divulgado revelou o filho de Berenice, José Carlos de Faria, confrontando Eliane Alves dos Santos sobre o desaparecimento da mãe. Na gravação, feita antes da prisão da patroa, ele cobra explicações sobre os últimos momentos de Berenice. Eliane, por sua vez, mencionou um acordo trabalhista, o pagamento de R$ 2,6 mil e que teria deixado a cozinheira em um ponto de ônibus.

A empresária está presa temporariamente desde 10 de julho, e a Polícia Civil a investiga por suspeita de homicídio. Durante o cumprimento de mandados, o veículo de Eliane foi encontrado com marcas de reparos compatíveis com danos por arma de fogo, e três armas registradas e dois celulares foram apreendidos em sua residência. A defesa da patroa informou que só se manifestará após ter acesso completo ao processo.

O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso.

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