
Embaixadores da União Europeia se reuniram nesta quarta-feira (22) em Bruxelas para tentar aprovar o 21º pacote de sanções contra a Rússia, mas enfrentam resistência da Grécia. O impasse gira em torno das restrições propostas ao gás natural liquefeito (GNL) russo, um ponto crucial para Atenas.
O novo pacote de medidas visa intensificar a pressão sobre o setor bancário russo, considerado vulnerável, em resposta à invasão da Ucrânia. No entanto, a Grécia argumenta que uma futura proibição da transferência de GNL russo apenas deslocaria a participação de mercado para fora da Europa, sem impactar significativamente as receitas de Moscou. Para os leitores de Rio das Ostras, Macaé e de toda a Região dos Lagos, o desdobramento dessas negociações internacionais pode ter reflexos indiretos na economia global e, consequentemente, local.
Atenas, que domina o mercado europeu de navios transportadores de GNL e está entre os maiores operadores globais do setor, compete com países como Japão, China e Estados Unidos. A preocupação grega é com a competitividade e o impacto econômico direto em sua frota.
A expectativa de que a saída de Viktor Orbán, da Hungria, facilitaria a aprovação de sanções e ajuda à Ucrânia não se concretizou. Novas divergências surgiram no bloco, enquanto a Comissão Europeia busca fechar brechas para negócios russos e aumentar a pressão sobre as receitas energéticas, vitais para a economia russa.
Bancos e Criptomoedas na Mira das Sanções
Desde 2022, os principais bancos russos foram desconectados do SWIFT, o sistema global de mensagens para pagamentos financeiros. Apesar disso, empresas russas conseguiram manter fluxos comerciais e financeiros por meio de bancos menores, regionais e redes de criptomoedas.
O 21º pacote de sanções inclui cerca de 215 pessoas físicas e jurídicas, com destaque para 94 instituições financeiras. Quase 90 dessas entidades são bancos, elevando para mais de 100 o número total de bancos russos sancionados. Mais da metade das 213 instituições financeiras russas com conexões internacionais já estão sob restrição.
Um relatório de inteligência europeu, obtido pela Reuters, alertou em junho sobre o risco de uma crise bancária “explosiva” na Rússia, sugerindo que novas sanções ao setor poderiam desencadear um choque econômico. As autoridades russas, contudo, rejeitaram esses alertas. O objetivo das novas sanções é desencorajar países terceiros a fazer negócios com esses bancos russos, cujos vínculos com a União Europeia são mínimos ou inexistentes.
Teto do Preço do Petróleo Russo Congelado
Além das novas inclusões na lista de sanções, a Comissão Europeia propôs manter congelado por seis meses o teto para o preço do petróleo russo no nível atual de US$ 44,10 por barril. Este mecanismo, reformulado no ano passado, teve seu limite reduzido de US$ 60 para US$ 44,10 por barril.
Na semana passada, representantes da UE concordaram em manter temporariamente esse teto congelado até 23 de julho, aguardando um acordo mais amplo. Uma revisão programada poderia ter elevado o limite de preço, o que proporcionaria receitas significativamente maiores para Moscou em um momento de conflito.
O Rio das Ostras Jornal acompanha de perto os desdobramentos da política internacional e seus impactos globais.
0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!