
O mercado financeiro brasileiro encerrou a sexta-feira (24) dividido entre a cautela gerada por novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos e os desdobramentos da guerra no Oriente Médio. Em um dia de instabilidade global, o dólar fechou praticamente estável frente ao real, enquanto a bolsa de valores registrou uma queda significativa, impactando investidores em Rio das Ostras, Macaé e toda a Região dos Lagos.
A pressão sobre o mercado acionário foi intensificada pela queda nos preços do petróleo, que recuaram em meio a expectativas de uma possível retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã. Essa dinâmica complexa reflete a interconexão da economia global, com reflexos diretos no Norte Fluminense e no interior do RJ.
Dólar se mantém estável apesar de cenário externo desafiador
O dólar comercial encerrou o pregão com uma variação mínima, cotado a R$ 5,081, registrando uma queda de apenas 0,06% no dia. Apesar da estabilidade pontual, a moeda americana acumulou uma desvalorização de 0,58% ao longo da semana. A cotação abriu em R$ 5,09 e chegou a cair para R$ 5,04 por volta do meio-dia, mas se estabilizou na parte da tarde.
A principal influência sobre o câmbio veio do cenário externo. Investidores acompanharam de perto a entrada em vigor de novas tarifas de 10% a 12,5% aplicadas pelos Estados Unidos a 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. Além disso, as notícias sobre uma possível retomada das negociações entre Washington e Teerã, mediadas pelo Paquistão com apoio da China, também movimentaram o mercado.
Mesmo com a instabilidade global, o real brasileiro demonstrou um desempenho superior ao de outras moedas emergentes na semana. Esse comportamento é atribuído, em parte, ao fato de o Brasil ser um exportador líquido de petróleo e à significativa diferença entre as taxas de juros domésticas e as praticadas nos Estados Unidos, o que continua a atrair capitais financeiros para o país.
Ibovespa registra queda sob influência do petróleo e tarifas
No mercado de ações, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou uma queda de 1,52%, fechando o pregão aos 174.041 pontos, na mínima do dia. Apesar do recuo na sexta-feira, o índice conseguiu acumular uma alta de 0,19% na semana, mostrando resiliência em um período de volatilidade.
A desvalorização do petróleo levou muitos investidores a venderem ações de petroleiras, buscando realizar lucros recentes. Empresas mineradoras também foram afetadas, acompanhando a queda no preço do minério de ferro. Grandes bancos, por sua vez, sentiram o impacto da redução do fluxo de capital estrangeiro para mercados emergentes.
Além das questões internacionais, o mercado monitorou as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. No entanto, analistas avaliam que a maior parte do impacto dessas medidas já estava precificada nas ações, uma vez que o "tarifaço" vinha sendo anunciado nas últimas semanas.
Preço do petróleo recua após expectativas de negociação
Após ultrapassar a marca de US$ 100 por barril na quinta-feira (23) pela primeira vez desde maio, o preço do petróleo devolveu parte dos ganhos nesta sexta-feira. O movimento de correção foi impulsionado por informações de que a China iniciou uma articulação diplomática para reabrir as negociações entre Estados Unidos e Irã, com a participação do Paquistão.
Essa notícia elevou as expectativas de uma redução das tensões no Oriente Médio, aliviando momentaneamente a pressão sobre a oferta global. O barril do tipo Brent, referência para a Petrobras, fechou em US$ 96,78, com uma queda de 3,88%. Já o petróleo WTI, do Texas, recuou 3,12%, para US$ 89,31.
Apesar da correção, o mercado global permanece atento aos riscos para a oferta de petróleo. Os confrontos entre Estados Unidos e Irã persistem, o Estreito de Ormuz opera com tráfego reduzido e os ataques dos houthis no Mar Vermelho continuam a representar uma ameaça significativa às principais rotas marítimas de transporte de energia, mantendo um cenário de incerteza para a economia mundial e para a Costa do Sol.
O Rio das Ostras Jornal acompanha o cenário econômico e seus impactos na região.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!