Baleia resgatada em Cabo Frio segue em tratamento no Centro de Reabilitação do Instituto Albatroz | Rio das Ostras Jornal

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Baleia resgatada em Cabo Frio segue em tratamento no Centro de Reabilitação do Instituto Albatroz


Mamífero marinho foi encaminhado para unidade de reabilitação em Araruama após dois episódios de encalhe na Praia do Forte

Uma fêmea de cachalote-pigmeu (Kogia breviceps), resgatada na última terça-feira (22) na Praia do Forte, em Cabo Frio, permanece em tratamento no Centro de Reabilitação e Despetrolização (CRD) do Instituto Albatroz, em Araruama. Segundo a equipe veterinária, o animal passou a noite com quadro clínico estável e continua recebendo acompanhamento especializado.

O resgate mobilizou profissionais do Grupo de Estudos de Mamíferos Marinhos da Região dos Lagos (GEMM-Lagos), do Projeto de Monitoramento de Praias das Bacias de Campos e Espírito Santo (PMP-BC/ES), além dos institutos Albatroz, ORCA e Baleia Jubarte, com apoio da Prefeitura de Cabo Frio e do Corpo de Bombeiros.

Animal apresenta evolução clínica

De acordo com a médica veterinária do Instituto Albatroz, Daphne Goldberg, o cachalote-pigmeu manteve estabilidade durante a noite após o resgate.

O animal, uma fêmea adulta de aproximadamente três metros de comprimento e cerca de 350 quilos, chegou ao centro de reabilitação apresentando hipoglicemia, além de mordidas recentes provocadas por tubarão-charuto (Isistius brasiliensis) e lesões na região ventral causadas pelo atrito com a areia durante os encalhes.

Dois encalhes antes do resgate

Segundo o biólogo Bruno Comelli, do GEMM-Lagos, o mamífero marinho encalhou duas vezes antes da decisão de encaminhá-lo para tratamento especializado.

Na primeira ocorrência, a equipe conseguiu devolvê-lo ao mar, mas o animal voltou a encalhar pouco tempo depois. Durante a segunda tentativa, os veterinários identificaram um quadro de hipoglicemia, que foi tratado imediatamente.

Mesmo após a estabilização clínica, uma nova tentativa de soltura também não teve sucesso. Diante da recorrência dos encalhes, a equipe decidiu transportar o animal para o Centro de Reabilitação e Despetrolização do Instituto Albatroz, onde ele permanece sob cuidados intensivos.

Operação mobilizou diversas instituições

O transporte do cachalote-pigmeu foi realizado inicialmente por uma carreta sobre a faixa de areia da Praia do Forte. Em seguida, o animal foi transferido para um caminhão frigorífico adaptado, que o levou até o centro de reabilitação em Araruama.

No local, ele foi medicado e colocado em um tanque com capacidade para 100 mil litros de água salgada, onde segue sendo monitorado por médicos veterinários e especialistas do GEMM-Lagos, Instituto Albatroz, Instituto ORCA e Instituto Baleia Jubarte.

A operação integra o trabalho da Rede de Encalhes de Mamíferos Aquáticos do Sudeste (REMASE), responsável pelo atendimento e reabilitação de mamíferos marinhos encontrados no litoral da região.

Como acionar a equipe de resgate

Em casos de avistamento de mamíferos marinhos encalhados, vivos ou mortos, nas praias da Região dos Lagos, a população deve entrar em contato com o Projeto de Monitoramento de Praias das Bacias de Campos e Espírito Santo (PMP-BC/ES) pelo telefone 0800 991 4800.

O Instituto Albatroz é responsável pelo monitoramento de 25 praias nos municípios de Cabo Frio, Arraial do Cabo e Búzios. O projeto é uma exigência do licenciamento ambiental federal conduzido pelo Ibama para acompanhar os impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo e gás da Petrobras na região.

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