Washington propõe novas tarifas contra o Brasil por práticas comerciais desleais | Rio das Ostras Jornal

Washington propõe novas tarifas contra o Brasil por práticas comerciais desleais

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A administração dos Estados Unidos propôs recentemente a imposição de uma tarifa punitiva de 25% sobre diversas importações brasileiras. A medida, anunciada por Jamieson Greer, alta autoridade comercial, ocorre após a conclusão de que o Brasil adota práticas comerciais desleais em áreas que vão do comércio digital ao desmatamento ilegal. Esta decisão pode impactar diretamente o fluxo de produtos e serviços, afetando a economia e, consequentemente, o cotidiano de empresas e consumidores em regiões como Rio das Ostras, Macaé e em toda a Região dos Lagos.

As ações propostas, enquadradas na Seção 301 da legislação comercial americana, abrangem setores cruciais como serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, proteção à propriedade intelectual e o acesso ao mercado de etanol. O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) divulgou os resultados de sua investigação sobre essas práticas, iniciada no ano passado, fundamentada na Lei de Comércio de 1974.

Washington Justifica Medida por Práticas Desleais

As conclusões do USTR apontam que as práticas brasileiras nas áreas investigadas são consideradas “irrazoáveis e oneram ou restringem o comércio dos Estados Unidos”. Dessa forma, elas se tornam passíveis de ação conforme a Seção 301(b) da Lei de Comércio. Esta nova proposta de tarifa substituiria parcialmente uma taxa de 50% imposta anteriormente sobre muitos produtos brasileiros, que havia sido estabelecida como punição a um processo movido pelo Brasil contra o ex-presidente Donald Trump e seu aliado Jair Bolsonaro. No entanto, a Suprema Corte dos EUA anulou essas tarifas em fevereiro.

Jamieson Greer destacou que a investigação da Seção 301 foi lançada para abordar “preocupações antigas e generalizadas dos Estados Unidos com certas políticas e práticas comerciais do Brasil”. Apesar do diálogo recente entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Joe Biden, Greer afirmou que os dois países “continuam a ter diferenças substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação”.

Impacto e Próximos Passos para o Comércio Brasil-EUA

A agência comercial americana abriu um período para comentários públicos sobre as tarifas propostas até 1º de julho, com uma audiência pública agendada para 6 de julho. O USTR tem até 15 de julho para tomar “medidas de resposta” definitivas no âmbito da investigação da Seção 301. Esta mesma lei foi utilizada pelo ex-presidente Donald Trump para impor tarifas abrangentes sobre produtos chineses durante seu primeiro mandato, demonstrando o peso e a seriedade da medida.

Atualmente, o USTR conduz outras investigações sob a Seção 301, que podem resultar em novas tarifas. Entre elas, estão análises sobre o excesso de capacidade industrial na China e em outros 15 parceiros comerciais, além de uma investigação sobre a aplicação de proibições de trabalho forçado em 60 países. Recentemente, uma nova investigação foi aberta sobre as práticas de propriedade intelectual do Vietnã, indicando uma postura mais assertiva dos EUA em relação ao comércio global.

Exceções e Produtos Isentos das Novas Regras

É importante notar que a nova tarifa proposta de 25% não se aplicaria a todas as importações brasileiras. O USTR informou que produtos já sujeitos a tarifas relacionadas à segurança nacional, nos termos da Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962, seriam isentos. Isso inclui tarifas de 50% sobre aço, alumínio e cobre, e de 25% sobre produtos acabados fabricados com esses metais, bem como uma tarifa de 25% sobre veículos motorizados e peças automotivas.

Além disso, a lista de produtos isentos das tarifas propostas de 25% inclui uma variedade de itens como muitas frutas e nozes, petróleo bruto e derivados, compostos farmacêuticos, produtos químicos orgânicos e fertilizantes. Carne bovina, café, terras raras, certos outros metais e minérios, além de aeronaves e peças de aeronaves brasileiras, também foram excluídos da nova rodada de tarifas. Para mais detalhes sobre as implicações econômicas, consulte a Forbes Brasil.

O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso e seus desdobramentos, que podem ter reflexos na economia do Norte Fluminense e da Costa do Sol.

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