Pesca de tainha por arrasto de praia é suspensa na Região dos Lagos | Rio das Ostras Jornal

Pesca de tainha por arrasto de praia é suspensa na Região dos Lagos

ada de pesca de 2026. Notícias relacionadas: Conferências estaduais de aquicultu
Reprodução Agência Brasil

A pesca da tainha (Mugil liza), especificamente na modalidade de arrasto de praia, está suspensa a partir deste domingo, 7 de junho de 2026, em todo o litoral brasileiro, incluindo a Região dos Lagos e o Norte Fluminense. A decisão foi anunciada pelo Ministério da Pesca e Aquicultura e impacta diretamente as comunidades pesqueiras de cidades como Rio das Ostras e Macaé.

A medida, de caráter preventivo, foi tomada após o país atingir 90% do limite coletivo da cota autorizada para a temporada de pesca de 2026. O objetivo é evitar a sobrepesca e garantir a sustentabilidade dos estoques da espécie, fundamental para o ecossistema marinho e para a economia local.

Regulamentação e limites da captura

A cota estabelecida para a temporada de 2026 foi de 8.168 toneladas de tainha. Esse limite foi definido por meio de uma portaria conjunta, resultado da colaboração entre o Ministério da Pesca e Aquicultura e o Ministério do Meio Ambiente. A regulamentação visa equilibrar a atividade pesqueira com a conservação ambiental.

O Ministério da Pesca e Aquicultura informou que a suspensão é uma ação necessária para evitar que a cota máxima de captura seja excedida. A fiscalização será intensificada para garantir o cumprimento da determinação em toda a Costa do Sol.

Procedimentos para pescadores e monitoramento

Para os barcos que já se encontram no mar no momento da suspensão, as orientações são claras: o desembarque de todo o pescado capturado deve ser realizado em um prazo máximo de 24 horas. Após esse período, os pescadores estarão liberados para retomar suas atividades, focando na captura de outras espécies que não estejam sob restrição.

A decisão ministerial é baseada em dados detalhados e atualizados do Painel de Monitoramento da Temporada de Pesca da Tainha. Este sistema é alimentado por informações que as empresas pesqueiras são obrigadas, por lei, a reportar ao governo, detalhando a quantidade de pescado retirado do mar. Essa transparência é crucial para a gestão eficaz dos recursos pesqueiros.

A suspensão da pesca de tainha por arrasto de praia ressalta a importância da gestão ambiental e da colaboração entre pescadores e órgãos reguladores para a preservação das espécies marinhas e a manutenção da atividade pesqueira a longo prazo na Região dos Lagos e em todo o Interior do RJ.

O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso e trará atualizações sobre a pesca na região. Para mais informações, consulte a Agência Brasil.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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