
O agronegócio brasileiro segue como um dos pilares mais competitivos da economia global, mas o cenário atual exige atenção redobrada. Fatores como mudanças climáticas, tensões geopolíticas e a rápida transformação digital estão redefinindo as estratégias de investimento e produção em todo o território nacional, incluindo o Norte Fluminense e a Região dos Lagos.
Este panorama é detalhado no estudo Top 10 Riscos e Oportunidades no Agro 2026, elaborado pela consultoria EY. A pesquisa ouviu 52 lideranças do setor, desde produtores rurais até grandes tradings, com o objetivo de medir não apenas os riscos, mas o grau de preparação das empresas para enfrentá-los.
Mudanças climáticas e resiliência operacional
Pela segunda edição consecutiva, as mudanças climáticas ocupam o topo da lista de preocupações. Eventos extremos, como secas prolongadas e enchentes, impactam diretamente a produtividade e o acesso ao crédito. Segundo Otavio Lopes, sócio-líder de agronegócio da EY, a decisão de plantio em certas regiões está se tornando binária: o risco de perda da safra pode inviabilizar a operação. Contudo, o desafio impulsiona oportunidades em agricultura regenerativa e créditos de carbono.
Gestão de talentos e o novo perfil profissional
A atração e retenção de pessoas saltou da oitava para a segunda posição no ranking. O setor busca profissionais capacitados para operar em um ambiente tecnológico e orientado por dados. A demanda por especialistas em agricultura de precisão e gestores preparados para a sucessão familiar tornou-se um diferencial estratégico para a competitividade das empresas no interior do Rio de Janeiro e em todo o país.
Geopolítica e o impacto nas cadeias globais
A geopolítica estreou diretamente no terceiro lugar. Conflitos internacionais e restrições logísticas afetam o custo de insumos essenciais, como fertilizantes. A dependência de importações coloca em alerta a cadeia produtiva, mas também abre portas para que o Brasil fortaleça sua posição como fornecedor global de alimentos, diversificando mercados e rotas comerciais.
Transformação digital e eficiência produtiva
A tecnologia aparece como o quinto tema mais relevante. A adoção de inteligência artificial, drones e sensores é uma realidade, mas a consultoria aponta que muitas empresas ainda possuem baixa maturidade para transformar dados em decisões estratégicas. A eficiência na gestão de ativos, controle de custos e a infraestrutura logística completam a lista de prioridades para os próximos anos, exigindo das empresas uma governança mais transparente e ágil.
O Rio das Ostras Jornal continuará acompanhando como essas tendências globais impactam o setor produtivo regional. Para mais detalhes sobre o estudo, acesse o portal da Forbes.
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