Morte de policial penal no Recreio: Adilsinho e cúmplices são denunciados pelo MPRJ | Rio das Ostras Jornal

Morte de policial penal no Recreio: Adilsinho e cúmplices são denunciados pelo MPRJ

Imagem gerada com IA
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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, o ex-policial militar Rafael do Nascimento Dutra, o Sem Alma, e Jefferson Rodrigues da Silva, o Jefe, pela execução do policial penal Bruno Kilier da Conceição Fernandes. O crime ocorreu em 8 de junho de 2023, na Estrada do Pontal, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. A Justiça já acatou a denúncia do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) e decretou a prisão preventiva dos três envolvidos.

adilsinho: cenário e impactos

A investigação aponta que o assassinato está diretamente ligado aos interesses da Máfia do Cigarro, liderada por Adilsinho, que buscava monopolizar a comercialização ilegal do produto no estado. Bruno Kilier, que representava uma fabricante de cigarros, teria se tornado um obstáculo para a organização criminosa, que também possui ligações com disputas na contravenção do jogo do bicho.

A Execução Brutal e o Monitoramento Criminosa

Bruno Kilier, de 35 anos, que havia atuado como chefe de serviço de segurança do Presídio Elizabeth Sá Rego (Bangu 5), foi brutalmente assassinado a tiros de fuzil. De acordo com a denúncia, integrantes do grupo criminoso monitoraram os deslocamentos da vítima por meio de um rastreador de GPS instalado clandestinamente em seu veículo. Câmeras de segurança registraram o momento em que um carro branco parou em frente ao condomínio onde ele morava. Dois homens armados desceram do veículo e atiraram contra o policial penal. Mesmo ferido, Bruno tentou correr para dentro do condomínio, mas não resistiu aos ferimentos, falecendo no local.

Os Acusados e a Rede Criminosa

A denúncia detalha a participação de cada um dos acusados na trama criminosa. Sem Alma, apontado como homem de confiança de Adilsinho, foi responsável pela logística de monitoramento da vítima e pelo planejamento da execução. Já Jefe, que já havia sido preso pelo crime há dois anos, teria adquirido, configurado e fornecido o rastreador utilizado para acompanhar os passos de Bruno Kilier antes do homicídio.

Adilsinho, por sua vez, já estava encarcerado. Ele foi preso em fevereiro na cidade de Cabo Frio, na Região dos Lagos, após anos foragido, e transferido para a Penitenciária Federal de Brasília. A decisão judicial obtida pelo Gaeco determinou a permanência do contraventor no presídio de segurança máxima. A Polícia Federal o aponta como integrante da cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro e um dos principais responsáveis pela produção e distribuição de cigarros falsificados no estado, com cinco mandados de prisão anteriores.

Enquanto Adilsinho e Jefe seguem presos, Sem Alma nunca mais foi visto desde o crime. A polícia acredita que ele esteja morto, mas seu paradeiro permanece desconhecido. O Rio das Ostras Jornal acompanha de perto os desdobramentos deste caso que chocou o interior do Rio de Janeiro e a Costa do Sol, reforçando o compromisso com a informação relevante para a Região dos Lagos e o Norte Fluminense.

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