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Em Cabo Frio, na Região dos Lagos, idosos e pessoas com deficiência do Centro-Dia dedicaram dois meses para criar bandeiras dos 48 países da Copa do Mundo. O projeto, que usou milhares de tampinhas plásticas, é um exemplo vibrante de arte, inclusão e sustentabilidade, conforme divulgado pelo g1.
A iniciativa, que começou com a bandeira do Japão, superou desafios como a escassez de tampinhas em cores específicas. Além de homenagear o evento esportivo, a ação estimula a coordenação motora, a socialização e valoriza as capacidades dos 56 usuários atendidos na unidade do Parque Burle.
A Jornada Criativa: Da Tampinha à Bandeira
O processo de confecção das bandeiras foi uma verdadeira jornada coletiva para os participantes do Centro-Dia. Segundo Wallace Neves, facilitador de Artes da unidade, os assistidos participaram ativamente de todas as etapas, desde os primeiros desenhos até a montagem final de cada peça. A escolha da bandeira do Japão como ponto de partida foi estratégica, dada a simplicidade de seu design, o que impulsionou a confiança do grupo para o desafio maior de reproduzir todos os países da competição.
Um dos principais obstáculos enfrentados pela equipe foi a arrecadação de tampinhas plásticas em quantidade suficiente, especialmente nas cores branca e vermelha. Essas cores são predominantes em muitas bandeiras, exigindo um esforço contínuo de coleta e organização para garantir a fidelidade das representações. A superação dessa dificuldade demonstra o empenho e a dedicação de todos os envolvidos no projeto, que transformou um material simples em uma expressão artística complexa.
Inclusão e Sustentabilidade em Destaque
Mais do que uma simples atividade artística, o projeto das bandeiras de tampinhas plásticas no Centro-Dia de Cabo Frio é um poderoso motor de inclusão social e consciência ambiental. A secretária municipal de Assistência Social, Camila Saraiva, enfatizou que cada tampinha utilizada carrega um significado muito maior do que apenas um material reciclável. É a materialização de um esforço conjunto e da valorização do potencial humano.
Para Saraiva, a iniciativa transforma criatividade, trabalho em equipe e responsabilidade ecológica em obras de arte vibrantes. Ela ressaltou que o projeto é fundamental para estimular a coordenação motora dos participantes, promover a socialização entre eles e, acima de tudo, valorizar as capacidades individuais de cada pessoa atendida pela unidade. É um exemplo claro de como a arte pode ser uma ferramenta de desenvolvimento e empoderamento na Região dos Lagos.
O Centro-Dia e Seus Novos Horizontes
O Centro-Dia de Cabo Frio, localizado na Avenida Victor Rocha, nº 100, no bairro Parque Burle, é um espaço vital para a comunidade. Atualmente, a unidade presta atendimento a 56 usuários, com capacidade para acolher até 60 pessoas, oferecendo diversas atividades que promovem o bem-estar e a integração social. O sucesso deste projeto com as bandeiras é apenas um vislumbre do potencial criativo dos usuários e da equipe.
Wallace Neves adiantou que há vários novos projetos artísticos em planejamento, prometendo surpreender ainda mais a população com a inovação e o talento dos assistidos. A unidade continua a ser um polo de inspiração, mostrando que a arte e a inclusão caminham juntas, fortalecendo os laços comunitários e promovendo uma vida mais plena para idosos e pessoas com deficiência em Cabo Frio e no Norte Fluminense.
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